sábado, 2 de novembro de 2013
Califórnia quer produzir etanol de cana-de-açúcar
sábado, novembro 02, 2013
California, Combustíveis e Energia, Desenvolvimento Sustentável
Um condado chamado Imperial County, no Estado americano da Califórnia se reunirá esta semana para avaliar a possibilidade de cultivar cana-de-açúcar para produção de etanol.
O conselho administrativo do condado se reunirá com os moradores para colocar o projeto em votação. A proposta do conselho é que cerca de dez por cento das terras do condado sejam usadas para o plantio de cana com esse propósito. Desta forma, espera-se que tenha grande impacto na comunidade agrícola, já que a intenção é cultivar cerca de 70 mil hectares de cana. O município ocupa uma área de 11.608 km² com uma população de pouco mais de 174 mil habitantes.
Ray Castillo, presidente do conselho anunciou à imprensa local que acredita que a região pode tornar-se a maior produtora de etanol derivado de cana, da Costa Oeste, caso a proposta seja aprovada.
De acordo com informações do USDA - Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, (sigla em inglês), existem poucas unidades produtoras de etanol de cana nos Estados Unidos, onde quase 97% do etanol é produzido a partir do milho.
O Estado da Califórnia é considerado por muitos o mais promissor para o plantio de cana nos Estados Unidos. Um grupo chamado California Ethanol & Power, em 2007, já havia demonstrado a mesma intenção na região de Imperial County. Tanto que a região já abriga algumas unidades produtoras de etanol instaladas à época. Não se sabe no entanto, se a cana produzida será esmagada nestas destilarias, ou se outras unidades serão construídas para esta finalidade.
Fonte: ProCana Brasil
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
Curso de Química Industrial na UEPB - Universidade Estadual da Paraíba
quarta-feira, setembro 04, 2013
Mercado de Trabalho, Química Industrial na UEPB, Vestibular
O Químico Industrial utiliza a química no desenvolvimento e planejamento da produção industrial de novos processos e produtos, como fertilizantes, combustíveis, tintas, plásticos e materiais. Atua na análise instrumental e no controle de qualidade de componentes, no aproveitamento e no tratamento físico-químico de efluentes e resíduos industriais, através do conhecimento de propriedades e estruturas químicas dos materiais.
Por: Maicon Mendes
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| Turma de Química Industrial 2012.2 / UEPB/Noturno. |
O profissional também estuda os processos químicos industriais e sua evolução ao longo do tempo. O químico industrial desenvolve produtos e novas tecnologias, buscando aperfeiçoar produtos e novas fórmulas, além de verificar a viabilidade econômica e técnica dos processos de produção e coordena a manutenção e instalação de equipamentos. O químico industrial serve a humanidade através de pesquisa, do desenvolvimento de novos processos e produtos e da instalação de plantas industriais para a fabricação de produtos químicos de utilidade para as pessoas. Aplica o conhecimento científico adquirido na melhora da qualidade de vida da humanidade.
No Brasil, a química industrial passou a expandir-se após a Revolução Industrial. Com issso o Brasil passou a explorar grandes investimentos na área da química.
INFORMAÇÕES GERAIS
Os alunos formados poderão requerer registro no CFQ e CRQ's – Conselho Regional de Química, recebendo as atribuições relativas ao curso. Estágio optativo.
OBJETIVOS DO CURSO
1 Objetivo Geral
Formar profissionais capazes de efetuar estudos, investigações, experiências e análises relacionadas com a composição, as propriedades e as possíveis transformações das substâncias, a partir de uma visão ampla dos problemas sociais e ambientais.
2 Objetivos Específicos
O curso pretende formar o Químico Industrial, de forma que ele possa:
Reconhecer a Química como uma construção humana e compreender os aspectos históricos de sua produção e suas relações com os contextos culturais, socioeconômicos, políticos e ambientais.
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| Discentes: Maykon Mendes, Aline Regina e Daniele Gomes |
Ter habilidades que o capacitem para atuar como pesquisador no ensino de Química.
Saber conduzir análises químicas e ter conhecimento dos métodos clássicos e instrumentais, bem como conhecer os princípios básicos de funcionamento dos equipamentos utilizados e as potencialidades e limitações das diferentes técnicas de análise.
PERFIL DO PROFISSIONAL
Possuir domínio das técnicas básicas de utilização de laboratórios e equipamentos, com condições de atuar nos campos de atividades socioeconômicas que envolvam as transformações da matéria.
Direcionar as transformações da matéria, observadas nas indústrias e laboratórios, para controlar os produtos obtidos nos processos industriais.
Saber interpretar criticamente as etapas, efeitos e resultados, aplicando abordagens criativas à solução dos problemas e desenvolvendo novas aplicações e tecnologias.
Ter capacidade para assumir responsabilidades técnicas, prestar assistência, assessoria, consultoria, realizar vistoria, laudos e atestados no âmbito da Química e da tecnologia química.
Possuir condições de exercer plenamente a sua cidadania e, enquanto profissional, respeitar o direito à vida e ao bem-estar dos cidadãos que, direta ou indiretamente, possam vir a ser atingidos pelos resultados de suas atividades.
COMPETÊNCIAS, ATITUDES E HABILIDADES
Para o bom exercício de suas atribuições profissionais - seja na pesquisa, na aplicação de processos e na solução de problemas na área de Química, condições que poderão ser exercidas na indústria, no comércio, nos institutos de pesquisa e no ensino superior - é imprescindível que o Bacharel em Química manifeste ou reflita na sua prática como profissional e cidadão as seguintes habilidades pessoais e profissionais básicas, tendo como referência as DCN (Diretrizes Curriculares Nacionais para os Cursos de Química) aprovadas em 06/11/2001:
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| Discentes: Maykon Mendes e Aline Regina |
Dominar as técnicas básicas de utilização de laboratórios e equipamentos necessárias para garantir a qualidade dos serviços prestados e para desenvolver e aplicar novas tecnologias, de modo a ajustar-se à dinâmica do mercado de trabalho.
Possuir habilidade suficiente em Matemática e modelos probabilísticos teóricos para compreender conceitos de Química e de Física, contribuindo para interpretar as diferentes formas de representação como tabelas, gráficos, símbolos e expressões.
Possuir capacidade crítica para analisar os processos éticos na pesquisa e no trabalho de rotina, reconhecendo os limites éticos envolvidos na pesquisa e na aplicação do conhecimento científico e tecnológico.
Saber trabalhar em equipe e ter uma boa compreensão das diversas etapas que compõem um processo industrial ou uma pesquisa, sendo capaz de planejar, coordenar, executar ou avaliar atividades relacionadas à Química ou a áreas correlatas.
Ter curiosidade intelectual e interesse pela investigação científica e tecnológica, de forma a utilizar o conhecimento científico e socialmente acumulado, na produção de novos conhecimentos respeitando o direito à vida e ao bem-estar dos cidadãos.
Conhecer as propriedades físicas e químicas principais dos elementos e compostos químicos que possibilitem entender e prever o seu comportamento físico-químico e aspectos de reatividade, mecanismos e estabilidade.
Saber comunicar corretamente os projetos e resultados de pesquisa na linguagem científica, oral e escritos (periódicos, relatórios, pareceres, “posters”) em idioma pátrio e estrangeiro (especialmente inglês e/ou espanhol).
Saber investigar os processos naturais e tecnológicos, controlando variáveis, identificando irregularidades, interpretando e propondo soluções.
Saber elaborar projetos de pesquisa e de desenvolvimento de métodos, produtos e aplicações em sua área de atuação.
Possuir conhecimento dos procedimentos e normas de segurança no trabalho, inclusive para expedir laudos de segurança em laboratórios, indústrias químicas e biotecnológicas.
Saber atuar em laboratório químico, sendo capaz de selecionar, comprar e manusear equipamentos e reagentes.
Saber realizar avaliação crítica da aplicação do conhecimento em Química, tendo em vista o diagnóstico e o equacionamento de questões sociais e ambientais.
Saber realizar o controle de operações ou processos químicos no âmbito de atividades de indústria, vendas, “marketing”, segurança, administração pública e outras nas quais o conhecimento da Química seja relevante.
Ter capacidade de determinar e difundir e/ou utilizar o conhecimento relevante para a comunidade.
Ser capaz de atender às exigências do mundo do trabalho, com visão ética e humanística, tendo capacidade de vislumbrar possibilidades de ampliação do mesmo, visando atender às necessidades atuais.
Durante a sua vida profissional, deverá ser despertado um senso crítico que possibilite a prática das seguintes atitudes:
- Compromisso com a ética profissional.
- Responsabilidade social e ambiental.
- Espírito empreendedor.
- Engajamento em processo contínuo de educação profissional.
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| Discentes: Aline Regina e Daniele Gomes |
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| Turma de Química Industrial na UEPB / Disciplina Metodologia Científica Prof. Me. Eugênio Pereira |
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| Turma de Química Industrial na UEPB / Disciplina Metodologia Científica Prof. Me. Eugênio Pereira |
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| Turma de Química Industrial 2013.1 Matutino UEPB |
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
Tipos de Poluição do Solo
sexta-feira, agosto 23, 2013
Agrotóxicos, Alimentos, Desenvolvimento Sustentável, Educação Ambiental
Você já parou para pensar quais poderiam ser os principais motivos de tanta incidência de câncer na população? Talvez esta redação possa lhe auxiliar nesta resposta.
A camada mais fina da crosta terrestre é o solo que fica na sua superfície externa. Em geral essa camada é bem rica em substâncias nutritivas e é o local em que os vegetais se desenvolvem. Porém, quando o solo em questão está poluído acaba resultando em alimentos “envenenados”. Daí a importância de conhecer as fontes de poluição do solo e reduzi-las.
Em geral a poluição do solo pode ter várias causas, porém, uma das principais é o uso de produtos químicos (agrotóxicos) na agricultura. A função dos agrotóxicos é fertilizar o solo, destruir pragas e também eliminar as ervas daninhas. Esses produtos cumprem e muito bem o seu papel, porém, eles também são responsáveis por danos ambientais terríveis que alteram o equilíbrio do solo e envenenam os animais através da cadeia alimentar.
Existem outras fontes de poluição que são tão ou mais perigosas que os agrotóxicos. Agora que você tem uma ideia de como a poluição do solo pode destruir vários tipos de vida de um ecossistema confira quais são as principais fontes dessa poluição.
Uso Excessivos de Fertilizantes
Os fertilizantes ou adubos sintéticos passaram a fazer parte do cultivo agrícola devido a necessidade de aumentar a produção de alimentos. O crescimento da população criou um aumento bem significativo na demanda da produção de alimentos. Por isso o uso desse tipo de adubo sintético se tornou tão comum.
O grande problema é que esses fertilizantes contêm impurezas que podem fazer a contaminação do solo. Para se ter uma ideia a indústria que produz fertilizantes retira quantidades elevadas de nitrogênio do ar e também de fosfato das rochas. O uso excessivo de fertilizantes acaba gerando um desequilíbrio ecológico.
Os agentes de decomposição não conseguem fazer a reciclagem do fertilizante na proporção em que são despejados no solo. Isso provoca o processo chamado de eutrofização e ainda alterações que tem como característica principal o decréscimo de matérias orgânicas e também a retenção de água.
O Uso de Praguicidas
Outra fonte de poluição do solo é o uso de praguicidas ou defensivos agrícolas. Basicamente são substâncias venenosas que são utilizadas para combater pragas e organismos que são considerados nocivos para o ser humano.
Dentre os principais praguicidas destacamos:
- Herbicidas
- Os herbicidas têm como função matar as ervas daninhas (os parasitas das plantas).
- Fungicidas
- A sua função é fazer o combate de fungos parasitas.
- Inseticidas
- Os inseticidas são usados contra os insetos.
- Neumatócidos
Essas substâncias fazem o controle dos neumatócidos parasitas.
O grande problema de usar essas substâncias é que elas são bem pouco específicas e assim acabam fazendo a destruição tanto as espécies que são nocivas e aquelas que são úteis. Outro problema bastante significativo em relação aos defensores químicos é que eles vão se acumulando ao longo das cadeias alimentares.
Como exemplo imagine que minhocas se alimentaram de uma grande quantidade de folhas mortas e assim acabaram ingerindo partículas do solo. Elas acumularam uma quantidade significativa de inseticidas clorados. Na sequência aves se alimentam dessas minhocas, galinhas, por exemplo. Essas galinhas acabam ingerindo também grandes concentrações de veneno e assim por diante.
O Controle Biológico Como Solução
Uma forma de evitar essa contaminação do solo através dos defensores químicos é usar o chamado controle biológico. Trata-se de combater as pragas usando os seus inimigos naturais, que podem ser predadores ou então parasitas. Um exemplo disso é a criação de vírus transgênicos que são desenvolvidos para que quando entram em contato com fumaça ou gases ataquem somente determinadas larvas ou insetos.
Nesses casos os vírus se mostram inofensivos para as demais espécies e se autodestroem quando o seu trabalho tóxico já tiver terminado. Há ainda a possibilidade de usar ferormônios naturais, mensagens químicas que afetam o comportamento de espécies específicas.
O Lixo Como Fonte de Poluição do Solo
Em geral o lixo urbano é constituído de forma predominante de matéria orgânica e devido a isso sofre uma intensa decomposição. O lixo pode ter quatro destinos que são os lixões, os aterros sanitários, a compostagem ou a incineração.
Lixões
Nesse caso o lixo é simplesmente levado para terrenos baldios em que fica exposto e acaba sendo aproveitado por pessoas que vivem de catar lixo. Essas pessoas têm grandes chances de contrair doenças. Além do mal que esse lixo pode causar para os seres humanos é importante destacar que podem causar grandes estragos para o solo.
O lixão além de uma intensa proliferação de moscas e outros insetos também produz o chamado chorume, um líquido que é resultante do processo de decomposição do lixo e que polui o solo e também os lençóis de água.
Aterro Sanitário
O aterro sanitário é uma forma barata de eliminar os resíduos do lixo, porém, depende da existência de um local que seja adequado. Basicamente o método consiste em armazenar os resíduos de lixo de forma que sejam dispostos em camadas em locais que sejam escavados.
O grande problema está na possibilidade de que haja contaminação das águas subterrâneas e também do solo.
Incineração
Os chamados incineradores são fornos que utilizados para queimar resíduos. Porém, mais do que simplesmente produzir calor esses incineradores geram óxidos de enxofre, nitrogênio e dióxido de carbono. Esses elementos podem ser usados na fabricação de fertilizantes.
Compostagem
O processo chamado de compostagem é aquele em que o material orgânico do lixo passa por um tratamento biológico no qual se tem o chamado “composto”. Esse material passa a ser utilizado para fazer a fertilização e recondicionamento do solo.
O Lixo Tóxico
Um dos problemas mais comuns de aterros sanitários, pois não existe o processo de seleção do lixo e assim produtos perigosos podem acabar sendo aterrados junto com o lixo comum. Um fato que causa inúmeros danos ao lençol freático, uma camada em que os espaços do solo são preenchidos com água.
O Lixos Radioativos
O lixo radioativo é aquele produzido pelas usinas nuclearem e causam inúmeros danos a saúde. A composição do solo é feita por quatro partes que são água, ar, matéria orgânica e matéria mineral. Os minerais acabam se misturando com os demais, se houver a presença de lixo radiativo não tenha dúvida que ele irá se misturar ao solo.
A poluição dos solos ocorre pela interação indevida do homem com os recursos naturais, prejudicando diretamente a vida e o meio ambiente, através principalmente do derramamento de produtos tóxicos como os agrotóxicos utilizados nas plantações e mais ainda pelo acúmulo sem planejamento do lixo urbano, que além de poluir o solo, contamina outros elementos do ecossistema.
A poluição do solo é proveniente de duas origens, uma delas é a poluição urbana, que com a presença do homem despejando detritos e lixo de uma maneira sem planejamento, acaba por poluir o ar e o solo desta maneira e também através do lançamento de substâncias químicas e dos derivados de petróleo contaminam o solo saudável.
Lixo
Já a poluição agrícola tem origem principalmente na utilização dos agrotóxicos, que são utilizados pelos agricultores como proteção para suas plantações contra pragas e para que o solo aumente sua capacidade fértil, e, em menor parte pelas técnicas brutas de produção, como a atividade de curtumes, a destinção irregular do sub produto da cana, o vinhoto e a criação de porcos também empobrecem e poluem o solo.
Uma forma inteligente de se contornar o problema de acúmulo de lixo e de resíduos urbanos é a destinação dos lixos a lugares apropriados para isso, denominados aterros, lá, há uma capacidade definida para ser depositada.
Agrotoxicos
Os Vilões da Poluição do Solo
Sem dúvida alguma os maiores vilões quando o assunto é poluição dos solos são os produtos químicos que são despejados na superfície, em maior parte das vezes são agrotóxicos e os resíduos urbanos, que depositados em locais impróprios em formas de montanhas, contaminando a superfície e às vezes todo o meio ambiente em volta.
Dos produtos químicos que prejudicam um desenvolvimento sadio do solo, temos os agrotóxicos, que são utilizados pelos agricultores para impedir que insetos e pragas venham destruir sua produção. O grande problema deste tipo de prática é que os agrotóxicos são compostos de fosfatos e nitratos, que além de não serem uma boa fonte de alimentação ao ser humano, penetram no solo e se aprofundam com o passar dos anos, destruindo sua capacidade produtiva.
Como alternativa para a utilização de fertilizantes e agrotóxicos, temos os agricultores que utilizam de meios naturais para a proteção e fortificação de sua produção, a que podemos chamar de alimentos orgânicos, de custo um pouco mais elevado que os produtos cultivados no processo tradicional, mas que fazem bem à saúde, pois não há produtos químicos em sua composição e também ao solo, pois a matéria orgânica que fortifica e protege é diluída junto com o solo, tornando o mais rico em nutrientes.
Fonte: Culturamix.com
sábado, 10 de agosto de 2013
Novos rótulos para os produtos industrializados que circulam o mundo inteiro
sábado, agosto 10, 2013
Biocombustíveis, Curiosidades, Desenvolvimento Sustentável, Semiárido
Por: Maykon Mendes
É com grande satisfação que o Portal Química em Foco publica este artigo. Por meio dele, podemos ver o quanto a caatinga no sertão nordestino é valiosa na visão das indústrias estrangeiras de cosméticos, e saber o quanto é importante pensarmos em investir mais no semiárido do nordeste. Empresários de grandes indústrias, não só de cosméticos, como também de biocombustíveis, investem pesado nos produtos oriundos da caatinga no interior da Bahia, Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte. O óleo de palma (dendê) é bastante utilizado como um dos componentes do biodiesel. A carnaúba, por exemplo, encontrada no semiárido, continua entre os produtos mais exportados e serve de matéria prima para muitos outros produtos além da cera.
No caso do dendê, sob o ponto de vista dos autores de pesquisas no processamento desse óleo, o plantio racional da palma africana (dendezeiro) para a utilização do óleo de palma, como combustível substituto ou componente de óleo diesel, é a melhor opção, quando não se tem uma fonte confiável de oleaginosas nativas, pelas
seguintes razões:
• Propriedades físico-químicas do óleo, bastante similares ao óleo diesel.
• Alta produtividade e potencial comprovado para produção em larga escala.
• Produz o ano inteiro, o que permite menores volumes de estocagem e instalações industriais de menor porte.
• O Brasil, após 30 anos de pesquisa e plantio, tem tecnologia apropriada para aumentar a área plantada dessa cultura perene, que produz até 5 toneladas de óleo/hectare/ano.
Veja mais detalhes sobre óleo de palma (dendê) clicando aqui!
Os gigantes da cosmética agora adequam fórmulas às necessidades de cada nacionalidade
Redação: Katiane RomeroVejaSP Especial - 01/04/2013
No mês de março, a L’Occitane fez um movimento surpreendente. Conhecida por "colocar" há trinta anos a Provença dentro de frascos - de xampus a perfumes -, a empresa francesa acaba de lançar uma marca com ingredientes brasileiros em produtos fabricados no Brasil, a L’Occitane au Brésil. "Escolhemos embalar extratos de mandacaru e jenipapo", diz a diretora, Laura Barros. Típico da caatinga, o mandacaru, extraído no interior da Bahia pelos produtores da Cooperativa de Agropecuária Familiar de Canudos, Uauá e Curuçá e até então usado na alimentação de animais, empresta o poder hidratante a uma linha que vai de sabonete a esfoliante. Fruta típica do cerrado, o jenipapo, com ação reparadora e hidratante, é cultivado em Paraibuna, no interior do estado de São Paulo.
A novidade da indústria que fez história com lavandas e sempre-vivas colhidas no sul da França acompanha uma nova onda no mercado da beleza. Depois de um século comercializando os mesmos produtos em todo o planeta, gigantes da cosmética se dedicam a adaptar o conteúdo das embalagens a cada região. "A ciência nos ajudou a determinar as especificidades locais de pele e cabelo: por exemplo, a brasileira tem a pele mais oleosa do que a europeia", comenta Bianca Soares, gerente de produto da francesa Avène, especializada em dermocosméticos.
O Brasil e a China despontam entre as geografias mais estudadas. "Em ambas as culturas, a vaidade é valorizada, e as exigências estão cada vez mais sofisticadas", afirma Anna Kim, editora de beleza do Stylesight, em Nova York, escritório que estudahábitos de consumo. A Ásia vem demonstrando talento como difusora de tendências para os cuidados com a pele. "Para chinesas, japonesas e coreanas, a maquiagem também serve para tratar a pele", diz Anna. Daí o sucesso do BB Cream, recomendado originalmente por dermatologistas a pacientes em recuperação de cirurgias. Com o sucesso no Oriente, o produto quatro em um (hidratante, prime, protetor solar e regenerador) foi lançado na Europa em 2011 - de Estée Lauder a Shu Uemura, todos oferecem uma versão.
Na Ásia, outro ponto se destaca: a pele alva é uma questão de status. Para esse lado do globo, a Avène desenvolveu a Sensitive White: do sabonete ao creme, o chamariz é a ação clareadora. No Brasil, o forte são os cabelos e os protetores solares. Um dos cases mais incensados é o da linha Elseve Reparação Total 5, para cabelos danificados, desenvolvido em 2008, no laboratório da L’Oréal Paris no bairro da Pavuna, no Rio de Janeiro. "A brasileira busca um produto capaz de tratar os fios, que sofrem por causa do clima ou de processos químicos, sem deixá-los pesados", diz Pierre-Emmanuel Angeloglou, um dos diretores da empresa no Brasil. Hoje, o Total 5 está presente em quase todos os 130 países onde o grupo vende seus produtos.
Em março, foi a vez da linha de tratamento Absolut Control, da L’Oréal Professionnel, à base de manteiga de murumuru, uma palmeira da Amazônia, para combater o volume e o frizz. No ano passado, a Avène apresentou o primeiro protetor solar para o Brasil: não só a necessidade de FPS difere da da Europa, onde a empresa é líder em filtros, mas é também uma questão de pele. Os produtos franceses eram considerados "pesados" pelas consumidoras tropicais, que preferem toque "seco".
Descobrir a textura certa parece ser crucial para o sucesso em terras brasileiras. A L’Oréal vai abrir neste ano um centro de pesquisa para tratamentos de pele no Rio. Em 2014, a empresa expandirá o estudo para cabelo, corpo, unhas, desodorantes e perfumes. Este será o sexto laboratório do grupo no mundo, depois da França, dos Estados Unidos, do Japão, da China e da Índia.
Fonte: Planeta Sustentável
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