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Sua meta é fazer a revitalização da Caatinga e do Rio São Francisco nos perímetros do Projeto.

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O SINPISBA irá gerar mais de 80 Mil empregos diretos e indiretos na Região de Irecê.

Sua meta é beneficiar inicialmente mais de 10 Mil pequenos agricultores familiares nos perímetros do Projeto.

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quarta-feira, 3 de junho de 2015

Álcool 70% , antiséptico e desinfetante

Resposta logo abaixo.
Por: Maykon Mendes
O álcool possui propriedades microbicidas reconhecidamente eficazes para eliminar os microrganismos mais frequentemente envolvidos em infecções, sendo imprescindível na realização de ações simples de prevenção como a anti-sepsia das mãos, a desinfecção do ambiente e de artigos médico-hospitalares. Além disto, é adquirido com baixo custo, possui fácil aplicabilidade e toxicidade reduzida.

 
Álcool Etílico ou Etanol (C2H6O)

Este composto orgânico é caracterizado por possuir pelo menos uma hidroxila (radical OH) ligada ao átomo de carbono. Apresentações com variados pesos moleculares, que lhe conferem características próprias, são comercializados para diferentes aplicações como, por exemplo, desinfetante, solvente e combustível, respectivamente o álcool etílico, o isopropílico e o metílico.
O álcool etílico e o isopropílico possuem atividade contra bactérias na forma vegetativa, vírus envelopados (p.ex.: vírus causadores da influenza, das hepatites B e C, e da SIDA), micobactérias e fungos. Não apresentam ação contra esporos e vírus não-envelopados (p.ex.: vírus da hepatite A e Rinovírus), caracterizando-se como desinfetante e antiséptico, porém sem propriedade esterilizante. Em geral, o álcool isopropílico é considerado mais eficaz contra bactérias, enquanto o álcool etílico é mais potente contra vírus.


Sua atividade ocorre provavelmente pela desnaturação de proteínas e remoção de lipídios, inclusive dos envelopes de alguns vírus. Para apresentar sua atividade germicida máxima, o álcool deve ser diluído em água, que possibilita a desnaturação das proteínas. A concentração recomendada para atingir maior rapidez microbicida com o álcool etílico é de 70% em peso e com o isopropílico, entre 60 e 95%.
O álcool comum (geralmente 96%) é capaz de fixar a bactéria na superfície que foi limpa, mas não a destrói. Já o álcool a 70% (70% de álcool e 30% de água) é capaz de destruir bactérias.

"Álcool 70% possui concentração ótima para atividade bactericida, pois a desnaturação das proteínas do microrganismo (atuam na membrana plasmática ou parede celular bacteriana, inibindo sua síntese e provocando sua destruição) faz-se mais rapidamente na presença da água, porque a água facilita a entrada do álcool para dentro do microrganismo".


domingo, 25 de novembro de 2012

Processo Industrial da Fabricação de Sabão - Saponificação


A fabricação de sabão para limpeza é conhecida há séculos e narrada pelos antigos historiadores.
Os gauleses foram os primeiros a manufaturar sabões de gorduras de cabra e de cinzas de madeira.
Nas escavações de Pompéia foi descoberta uma fábrica de sabão sepultada durante quase 2000 anos.
Acredita-se que os romanos adquiriram dos gregos seus conhecimentos sobre a fabricação de sabão.
Até o século XIV, os espanhóis e os italianos foram provavelmente os principais fabricantes de sabão.
A arte de produzir sabão foi introduzida na França, na cidade de Marselha durante o século XIII ou XIV.
Os sabões de Marselha eram de excelente qualidade, fabricados de óleo de oliva e álcali preparado a partir das cinzas de lenha e de algas.
A província espanhola de Castile deu seu nome ao sabão feito no local com óleo de oliva (Castile).
A fabricação de sabão foi, provavelmente, introduzida na Inglaterra durante o século XIV.
A primeira patente inglesa relativa à fabricação de sabão dita de 1632.
Uma das transformações mais revolucionárias sofridas pela indústria saboeira ocorreu em 1791, quando o químico francês Le Blanc descobriu o processo de fazer soda cáustica a partir do sal comum.
Este fato quase eliminou com a utilização de cinzas de lenha.
Os métodos de fazer sabão permaneceram inalterados durante muitos anos, embora o óleo de coco e o breu tivessem sido acrescentados à lista das matérias primas.
Quando os sabões foram feitos pela primeira vez na América, os métodos empregados foram copiados daqueles vigentes na Inglaterra.


Com o progresso rápido na indústria durante os séculos XIX e XX, a fabricação de sabão mudou um pouco e a maioria do sabão produzido no mundo de hoje é feito pelo chamado processo contínuo.
O conhecido sabão, usado principalmente para fins de lavagens e como agente emulsionante, consiste principalmente de hidróxidos de sódio ou potássio, de ácidos gordurosos.
Os sabões produzidos a partir de hidróxido de sódio (soda cáustica) são conhecidos como “sabões duros”, já os fabricados a partir de hidróxido de potássio são conhecidos como “sabões moles”.Outros tensoativos, freqüentemente conhecidos como detergentes sintéticos competem com os sabões em muitos usos.
Atualmente os sabões são muito mais sofisticados, pois temos: sabão em pedaço , sabão em pó , sabão de coco e os sabonetes.
Embora o sabão seja geralmente conhecido como um agente de limpeza, hoje em dia, é grande a porcentagem de sabões fabricados para diversas aplicações.
Uma dessas aplicações é a sua utilização como produto de toucador (sabonetes , sabões para barbear, cosméticos).


O sabão, como se poderia pensar, não desprende e elimina o sujo por ação química e sim por ação física, senão vejamos : as substâncias eliminadas são de naturezas diversas, como a argila a grafite os óleos minerais, as graxas, etc.
O que ocorre é que o sabão diminui as películas diminutas de gorduras que absorvem uma película de sabão com o que evitam o retorno a aglomeração, conseqüentemente, evitam o depósito de sujeira na roupa e a eliminam pela água.
O sabão provoca uma alteração na superfície da fibra têxtil na qual está aderida a sujeira, provocando uma diminuição na força de adesão, fazendo que ela passe para a espuma , ou seja , o sabão é formado por uma cadeia carbônica longa apolar e , portanto solúvel em gorduras e também por uma extremidade que tem um grupo carboxila polar e , portanto solúvel em água .


Óleo quente e álcalis concentrados são misturados. Centro: Salmoura fresca é adicionada a mistura, a fim de separar da solução o sabão formado. No fundo do recipiente acumula-se uma mistura de salmoura e glicerina, chamado de Barrela. A direita o sabão grosso é submetido à fervura para que todo o sal seja removido. Menos dura que os resíduos, sobrenada uma camada de sabão puro.
Sabão tipo português ( em pedaços )
Em um tanque encamisado ou não, coloca-se o sebo à temperatura de 60ºC e adiciona-se lentamente uma solução de soda cáustica a 50% até a completa saponificação (pH 6,5 – 7,5 ).
Ao ocorrer a saponificação adiciona-se solução de cloreto de sódio ( sal de cozinha ) que irá produzir a separação do sabão, que flocula em forma de pasta.
A parte líquida no fundo é composta por glicerina impura que poderá ser destilada uma ou duas vezes por processo simples ou a vácuo.
O sabão pronto é acondicionado em formas e posto a endurecer ao ar (sabão tipo mole ) ou ainda pode ser colocado em extrusoras sendo cortado no tamanho ou peso pré-determinado e depois prensado ( sabão tipo duro ).

Comum

Consiste na saponificação do sebo ( a 60ºC ) por soda cáustica líquida até a neutralização ( pH 6,5 – 7,5 ). Coloca-se o cloreto de sódio em solução para flocular o sabão. A pasta é colocada então em um agitador tipo amassadeira de pão ( batedeira de padaria ) e agita-se até o endurecimento e quebra do sabão. Depois o sabão é colocado em moinhos para ser moído.

Especial

É feito do mesmo modo acima só que pode levar as seguintes matérias primas: Carbonato de sódio – aumenta o poder de absorção do sabão em pó, é usado para aumentar o pH.
Metassilicato de sódio – aumenta a liga do sabão, isto é, provoca uma maior interação entre as matérias primas. Silicato de sódio – também aumenta a liga sendo que leva uma vantagem sobre o anterior por ser neutro , o metassilicato é alcalino.
Tripolifosfato de sódio – aumenta o poder de limpeza.

Obs.: O pH de um sabão em pó deve estar entre 9,5 – 10,5.

sábado, 8 de setembro de 2012

Preparo de álcool desinfetante

O uso do álcool desinfetante é capaz de reduzir o número de ácaros, que podem causar reações alérgicas e asma (imagem ampliada em cerca de 550 vezes)
O uso do álcool desinfetante é capaz de reduzir o número de ácaros, que podem causar reações alérgicas e asma (imagem ampliada em cerca de 550 vezes)
Introdução:
O álcool utilizado principalmente na limpeza de materiais hospitalares e na limpeza doméstica não é o 96°GL, mas sim o 77°GL. O grau GL corresponde a graus Gay-Lussac, que indicam a quantidade a um litro de álcool puro (etanol) presente em cada 100 partes da solução. Por exemplo, nesse caso de 96°GL significa que em cada 100 mL, temos 96 mL de álcool e 4 mL de água.
Assim, esse valor é uma porcentagem em volume (96%v/v e 77%v/v). Agora, quando a porcentagem se refere à massa, a sigla utilizada é INPM (porcentagem de álcool em peso ou grau alcoólico). Assim, o álcool 77%v/v ou 77°GL corresponde a 70% m/m ou 70°INPM a 15°C. E 96%v/v (96°GL) corresponde a 92,8%m/m ou 92,8°INPM.
Porcentagem de álcool em °GL e em °INPM
No entanto, o álcool 77%v/v é mais eficaz na limpeza doméstica e hospitalar, na desinfecção de superfícies fixas (como bancadas, vidrarias, equipamentos e utensílios) e também na antissepsia da pele, principalmente das mãos, do que o 96%v/v. Seu uso é necessário principalmente para a redução de ácaros, que são aracnídeos invisíveis a olho nu, mas que por se alimentarem de restos de pele estão muito presentes em locais poeirentos. Eles podem causar alergias e asma, daí a importância do uso do álcool 77% na limpeza, que reduz sua ocorrência.
Uma forma simples de se preparar essa solução hidroalcoólica é demonstrada nesse artigo e o professor pode realizá-lo em sala de aula ou em um Laboratório de Ciências, se a escola disponibilizar algum.
Essa aula experimental pode ser utilizada para desenvolver dois possíveis conteúdos, que são: “Diluição” e “Grupo funcional: Álcoois”. O primeiro conteúdo citado é usado no momento da transformação do álcool etílico 96% para 77%. Será necessário diluí-lo, segundo a fórmula da diluição de soluções (Cf. Vf = Ci . Vi).
Já o segundo conteúdo é ainda mais aconselhável, pois o álcool etílico (etanol) faz parte desse grupo funcional orgânico e é um conteúdo que normalmente vem depois de “Diluição” na grade curricular. Assim, subentende-se que os alunos já estão a par dos dois conteúdos.
Objetivo:
Preparar uma solução de álcool desinfetante (etanol 77%v/v) a partir de um álcool de concentração de 96%v/v, em que seu grau alcoólico real é de 94,7%v/v.
Materiais e Reagentes:
  • Provetas;
  • Bastão de vidro ou qualquer objeto para misturar;
  • Frasco de 1 L (recomendável um balão volumétrico);
  • 1 L de álcool doméstico (etanol 96%v/v);
  • Água (de preferência destilada).
Procedimento Experimental:
1.      Resfriar o álcool no congelador a uma temperatura igual ou aproximada a 15°C;
2.      Calcular a quantidade de água e de álcool 96% que deve ser misturada para gerar uma concentração de 77%, ou 70% em massa. Isso é feito por meio da fórmula de diluição:
Cf. Vf = Ci . Vi
Onde:
Ci = Concentração inicial (concentração do álcool na solução pura)
Vi = Volume inicial (volume do álcool na solução pura)
Cf = Concentração final (concentração desejada)
Vf= Volume final (volume desejado)
Assim, temos:
Cf. Vf= Vi
  Ci
77% . 1000 mL= Vi
        94,7%
V= 813,09 mL
3.      Medir essa quantidade de álcool com a proveta (813,09 mL) e transferir para o frasco de 1L;
4.      Medir a quantidade de água necessária para completar 1000 mL ou 1L (186,9 mL) e misturar com o álcool.
5.      Colocar um rótulo de identificação: “Álcool desinfetante 70%”. Sua validade é de cerca de 2 anos.

* Um álcool neutro 96°GL tem volume centesimal real de 94,7% e não de 96%, porque a tabela de força real dos líquidos espirituosos, ou seja, a tabela que indica o teor de grau alcoólico em misturas com água, é feita com instrumento graduado somente na temperatura de 15°C. Já o valor de 96% é dado em aproximadamente 21°C. Assim, é necessário conferir a tabela e colocar o valor contido lá, fazendo as devidas correções.

Por Jennifer Fogaça
Graduada em Química

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