Um Grupo de Estudantes Universitários lutando por um novo cenário do semiárido brasileiro

Junte-se ao nosso núcleo de pesquisa "INPS" e colabore com a sua ideia neste avanço tecnológico e científico.

O Programa COFPISNE Sustentável foi criado para o controle e redução aos impactos ambientais.

Sua meta é fazer a revitalização da Caatinga e do Rio São Francisco nos perímetros do Projeto.

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Junte-se ao nosso núcleo de pesquisa "INPS" e colabore com a sua ideia neste avanço tecnológico e científico.

O SINPISBA irá gerar mais de 80 Mil empregos diretos e indiretos na Região de Irecê.

Sua meta é beneficiar inicialmente mais de 10 Mil pequenos agricultores familiares nos perímetros do Projeto.

Em busca das grandes conquistas hoje e sempre à benefício dos nossos filhos e netos.

Responsabilidade Social e Ambiental para o bem de todos.

Estamos em processo de planejamento para implantação do nosso Projeto no Semiárido do Nordeste.

Contamos com o seu apoio. Faça parte do nosso grupo de pesquisa. Dê sua opinião.

Envie-nos sua opinião sobre o nosso projeto para a melhoria da Região. Sua participação é importante!

Sua opinião ou ideia pode ser enviada no formato de Texto, Vídeo, ou apenas Áudio. Ela será publicada no espaço de Opiniões aqui no nosso Portal.

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sábado, 10 de agosto de 2013

Novos rótulos para os produtos industrializados que circulam o mundo inteiro

Por: Maykon Mendes

É com grande satisfação que o Portal Química em Foco publica este artigo. Por meio dele, podemos ver o quanto a caatinga no sertão nordestino é valiosa na visão das indústrias estrangeiras de cosméticos, e saber o quanto é importante pensarmos em investir mais no semiárido do nordeste. Empresários de grandes indústrias, não só de cosméticos, como também de biocombustíveis, investem pesado nos produtos oriundos da caatinga no interior da Bahia, Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte. O óleo de palma (dendê) é bastante utilizado como um dos componentes do biodiesel. A carnaúba, por exemplo, encontrada no semiárido, continua entre os produtos mais exportados e serve de matéria prima para muitos outros produtos além da cera.
No caso do dendê, sob o ponto de vista dos autores de pesquisas no processamento desse óleo, o plantio racional da palma africana (dendezeiro) para a utilização do óleo de palma, como combustível substituto ou componente de óleo diesel, é a melhor opção, quando não se tem uma fonte confiável de oleaginosas nativas, pelas
seguintes razões:

• Propriedades físico-químicas do óleo, bastante similares ao óleo diesel.
• Alta produtividade e potencial comprovado para produção em larga escala.
• Produz o ano inteiro, o que permite menores volumes de estocagem e instalações industriais de menor porte.
• O Brasil, após 30 anos de pesquisa e plantio, tem tecnologia apropriada para aumentar a área plantada dessa cultura perene, que produz até 5 toneladas de óleo/hectare/ano. 

Veja mais detalhes sobre óleo de palma (dendê) clicando aqui!

Os gigantes da cosmética agora adequam fórmulas às necessidades de cada nacionalidade
Redação: Katiane Romero
VejaSP Especial - 01/04/2013



No mês de março, a L’Occitane fez um movimento surpreendente. Conhecida por "colocar" há trinta anos a Provença dentro de frascos - de xampus a perfumes -, a empresa francesa acaba de lançar uma marca com ingredientes brasileiros em produtos fabricados no Brasil, a L’Occitane au Brésil. "Escolhemos embalar extratos de mandacaru e jenipapo", diz a diretora, Laura Barros. Típico da caatinga, o mandacaru, extraído no interior da Bahia pelos produtores da Cooperativa de Agropecuária Familiar de Canudos, Uauá e Curuçá e até então usado na alimentação de animais, empresta o poder hidratante a uma linha que vai de sabonete a esfoliante. Fruta típica do cerrado, o jenipapo, com ação reparadora e hidratante, é cultivado em Paraibuna, no interior do estado de São Paulo. 

A novidade da indústria que fez história com lavandas e sempre-vivas colhidas no sul da França acompanha uma nova onda no mercado da beleza. Depois de um século comercializando os mesmos produtos em todo o planeta, gigantes da cosmética se dedicam a adaptar o conteúdo das embalagens a cada região. "A ciência nos ajudou a determinar as especificidades locais de pele e cabelo: por exemplo, a brasileira tem a pele mais oleosa do que a europeia", comenta Bianca Soares, gerente de produto da francesa Avène, especializada em dermocosméticos. 

O Brasil e a China despontam entre as geografias mais estudadas. "Em ambas as culturas, a vaidade é valorizada, e as exigências estão cada vez mais sofisticadas", afirma Anna Kim, editora de beleza do Stylesight, em Nova York, escritório que estudahábitos de consumo. A Ásia vem demonstrando talento como difusora de tendências para os cuidados com a pele. "Para chinesas, japonesas e coreanas, a maquiagem também serve para tratar a pele", diz Anna. Daí o sucesso do BB Cream, recomendado originalmente por dermatologistas a pacientes em recuperação de cirurgias. Com o sucesso no Oriente, o produto quatro em um (hidratante, prime, protetor solar e regenerador) foi lançado na Europa em 2011 - de Estée Lauder a Shu Uemura, todos oferecem uma versão. 

Na Ásia, outro ponto se destaca: a pele alva é uma questão de status. Para esse lado do globo, a Avène desenvolveu a Sensitive White: do sabonete ao creme, o chamariz é a ação clareadora. No Brasil, o forte são os cabelos e os protetores solares. Um dos cases mais incensados é o da linha Elseve Reparação Total 5, para cabelos danificados, desenvolvido em 2008, no laboratório da L’Oréal Paris no bairro da Pavuna, no Rio de Janeiro. "A brasileira busca um produto capaz de tratar os fios, que sofrem por causa do clima ou de processos químicos, sem deixá-los pesados", diz Pierre-Emmanuel Angeloglou, um dos diretores da empresa no Brasil. Hoje, o Total 5 está presente em quase todos os 130 países onde o grupo vende seus produtos. 

Em março, foi a vez da linha de tratamento Absolut Control, da L’Oréal Professionnel, à base de manteiga de murumuru, uma palmeira da Amazônia, para combater o volume e o frizz. No ano passado, a Avène apresentou o primeiro protetor solar para o Brasil: não só a necessidade de FPS difere da da Europa, onde a empresa é líder em filtros, mas é também uma questão de pele. Os produtos franceses eram considerados "pesados" pelas consumidoras tropicais, que preferem toque "seco". 

Descobrir a textura certa parece ser crucial para o sucesso em terras brasileiras. A L’Oréal vai abrir neste ano um centro de pesquisa para tratamentos de pele no Rio. Em 2014, a empresa expandirá o estudo para cabelo, corpo, unhas, desodorantes e perfumes. Este será o sexto laboratório do grupo no mundo, depois da França, dos Estados Unidos, do Japão, da China e da Índia.




terça-feira, 6 de agosto de 2013

Álcool a 70% possui concentração ótima para atividade bactericida

O álcool comum (geralmente 96%) é capaz de fixar a bactéria (ou seja, "colar" a bactéria na superfície q foi limpa), mas não a destrói.

Já o álcool a 70% (70 de álcool e 30 de água) é capaz de destruir (parcial e temporariamente) bactérias. 

Álcool a 70% possui concentração ótima para atividade bactericida, pois a desnaturação das proteínas do microrganismo (atuam na membrana plasmática ou parede celular bacteriana, inibindo sua síntese e provocando sua destruição) faz-se mais rapidamente na presença da água, porque a água facilita a entrada do álcool para dentro do microrganismo, o álcool a 70% também é virucida.

Alcoóis nas concentrações de 70% e 92% tem excelente atividade contra bactérias gram positivas e negativas, boa atividade contra Micobacterium tuberculosis, fungos e vírus, além da viabilidade econômica.

O álcool tem a grande vantagem de ser volátil, ou seja, seca (evapora) muito rapidamente. É de fácil uso e é compatível com metais.

Estudos mostram a redução de 99% da flora da pele, sendo de baixa irritabilidade cutânea, principalmente quando utilizado com um emoliente (1% de glicerol). 
Uma fricção de um minuto com álcool 70 em quantidade suficiente para molhar as mãos completamente, tem se mostrado como o método mais efetivo para anti-sepsia das mãos. A lavagem das mãos com álcool 70 durante 3 minutos é tão eficaz como 20 minutos de escovação.

A diferença é a porcentagem de álcool.
Álcool 70 corresponde a 70% etanol + 30% água; já 96 corresponde a 96% etanol e 4% água.
É usado porque mantêm as mesmas propriedades desinfetantes, sem no entanto, correr o risco de combustão ou dano ao organismo.




domingo, 4 de agosto de 2013

Descarte correto de resíduos sólidos evita contaminações e prejuízos ao meio ambiente

Pilhas, baterias, lâmpadas, remédios vencidos e óleos de cozinha são considerados tóxicos e podem conter metais pesados. Veja como descartar adequadamente

Jorge Júnior
Repórter
Ambiente
Pilhas, baterias de celulares, lâmpadas fluorescentes, remédios vencidos e óleo de fritura devem ser descartados de forma correta. Esses produtos são considerados tóxicos e, além de prejudicarem o meio ambiente, podem contaminar as pessoas que mantêm contato direto com eles.
Uma pilha comum, por exemplo, contém metais pesados, como chumbo, cádmio e mercúrio, além de manganês, cobre, níquel, cromo e zinco. Segundo a gestora ambiental,Cecília Junqueira, os materiais pesados são os mais agressivos. Esses objetos descartados em locais inapropriados podem vazar e contaminar o solo e os rios.
Para o óleo de cozinha, Cecília esclarece que a maneira mais indicada é colocá-lo em garrafas pet. Logo após, o material deve ser entregue ao posto de coleta mais próximo. Os materiais perfurocortantes devem ser embalados no jornal. Já as pilhas e as baterias devem ser colocadas em uma caixa e, após o uso, devolvidas ao fornecedor. Mas a ambientalista diz que essa prática ainda não é comum. "É muito fácil culpar o governo, mas a responsabilidade é individual.''
No caso das lâmpadas fluorescentes, a preocupação é em razão do mercúrio - que é altamente tóxico. Quando elas são quebradas, o produto evapora rapidamente e pode ser inalado. Nas lâmpadas incandescentes, além do vidro, podem ser aproveitados os componentes metálicos. Sendo assim, é recomendado que os consumidores procurem postos especializados e preparados para a realização desses processos.
Prejuízos ao ambiente
O óleo de cozinha despejado no ralo da pia acaba indo parar nos rios. Como o produto não se mistura com a água, forma uma película na superfície dos rios que impede a troca de oxigênio, colocando em risco as espécies que vivem ali.
Um litro de óleo despejado no esgoto polui cerca de um milhão de litros de água ou o que uma pessoa consome em 14 anos de vida, provocando ainda a impermeabilização dos leitos e terrenos próximos, contribuindo para a ocorrência de enchentes.
  • Demora na construção do centro de triagem de material reciclado dificulta trabalho de catadores
  • Artesã reutiliza materiais que iriam para o lixo para confeccionar roupas, bolsas e sapatos
Lei dos Resíduos Sólidos
Em agosto de 2010, foi sancionada uma lei, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos (clique aqui e confira). Para Cecília, trata-se de um marco na luta em defesa do Meio Ambiente. O projeto de lei faz distinção entre resíduo (lixo que pode ser reaproveitado ou reciclado) e rejeito (o que não é passível de reaproveitamento). A lei se refere-se a todo tipo de resíduo: doméstico, industrial, da construção civil, eletroeletrônico, lâmpadas de vapores mercuriais, agrosilvopastoril, da área de saúde, perigosos etc.
Um dos destaques da lei é a política de responsabilidade compartilhada, envolvendo a sociedade, empresas, prefeituras e governos estadual e federal na gestão dos resíduos sólidos. Estabelece, ainda, que as pessoas terão de acondicionar de forma adequada o lixo para o recolhimento do mesmo, fazendo a separação onde houver a coleta seletiva.
Rede de Reserva
A ambientalista alerta para a logística de reserva. ''Os fabricantes, importadores, distribuidores e vendedores realizam o recolhimento de embalagens usadas." Foram incluídos nesse sistema produtos como agrotóxicos, pilhas, baterias, pneus, óleos lubrificantes, todos os tipos de lâmpadas, eletroeletrônicos e medicamentos.

Fonte: Acessa.com

domingo, 21 de julho de 2013

Novo etanol entra no mercado até março de 2014, dizem pesquisadores

Fábrica de Araucária, no PR, contribuiu para desenvolver etanol de celulose.
Combustível é produzido com os bagaços de cana, milho e eucalipto.

Redação: Silvia Cordeiro Do G1 PR

Gerente de pesquisa e desenvolvimento da empresa, Thomas Rasmussen, diz que a pesquisa é feita há 10 anos (Foto: Silvia Cordeiro/G1PR)
Gerente de pesquisa e desenvolvimento da empresa,
Thomas Rasmussen, diz que a pesquisa é feita há
10 anos (Foto: Silvia Cordeiro/G1)
Os veículos que circularem pelo Brasil a partir do primeiro trimestre de 2014 vão poder usar um novo combustível. A notícia vem de uma multinacional com sede em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, no Paraná. Além do álcool e da gasolina, surge o etanol de segunda geração, que está sendo produzido para colaborar com o meio ambiente, ser mais barato e com eficiência semelhante ao etanol comum, como explicam os pesquisadores.
De acordo com um dos gerentes da empresa, Ricardo Blandy, este combustível é feito à base de resíduos agrícolas, como o bagaço de cana-de-açúcar e o amido de milho. “Hoje, o álcool é feito da própria cana e do próprio milho. O que sobra desses materiais, não é utilizado. Nós encontramos uma tecnologia que converte esses resíduos em combustível”, explica.
“O trabalho não é igual a produção de álcool comum”, revela o gerente de desenvolvimento e pesquisa, Thomas Rasmussen. Há 10 anos, pesquisadores têm trabalhado para desenvolver o etanol de celulose ou de segunda geração. Ele conta que foi necessário buscar na natureza um fator que pudesse reagir e transformar os resíduos em combustível, que são as enzimas.
Segundo Rasmussen, com base nisso, a empresa desenvolveu uma matéria-prima, que deve ser negociada com as usinas interessadas em fabricar o novo etanol. Por enquanto, o trabalho está sendo feito em pequena escala, apenas para experimento.
A primeira usina a começar a produzir o etanol de segunda geração em larga escala é do estado de Alagoas, no nordeste do país. “Outras quatro empresas já anunciaram publicamente que devem produzir o combustível a partir do ano que vem”, conta o gerente.
Benefícios

Os pesquisadores afirmam: o etanol de celulose possui vários benefícios. Um deles é reduzir o impacto ambiental com a reutilização dos resíduos. “O Brasil tem disponível de biomassa [resíduos de produção] um volume suficiente que seria capaz de dobrar a produção de álcool atual”, explica Blandy. Segundo ele, este material está sendo jogado no lixo por não existir indústria que o reutilize.

O gerente conta que, na safra 2012/2013, a produção de álcool comum no país foi de 22 bilhões de litros. “A vantagem é a de que o produtor não vai precisar aumentar a área de plantação e vai utilizar apenas os resíduos que sobram na usina”, esclarece. Rasmussen complementa que o custo logístico será mínimo com um incremento de 30% no resultado da produção da usina.
Bagaço de cana-de-açúcar é uma das matérias-primas do etanol de segunda geração (Foto: Silvia Cordeiro/G1PR)Bagaço de cana-de-açúcar é uma das matérias-primas do
etanol de segunda geração (Foto: Silvia Cordeiro/G1)
Com a economia, é esperado também o benefício para o consumidor. Blandy conta que o custo de produção será de 10% a 15% mais barato do que o etanol de primeira geração, o que deve refletir no preço final do novo combustível.
Outra vantagem, segundo o gerente, é a de não competir com o setor de alimentos. “Quando você planta cana-de-açúcar para produzir álcool, você está deixando de produzir açúcar ou outros alimentos baseados em glicose. Mesma coisa com o milho. Você acaba competindo com um mercado, gerando impacto na alimentação da população. Quanto mais álcool, menos alimento”, explica. A utilização total da produção tende a não causar desperdícios.
Para o professor do departamento de Química da Universidade Federal do Paraná(UFPR), Luiz Pereira Ramos, a nova tecnologia vai trazer vantagens econômicas para o Brasil. “O país tem toda a condição do mundo de ocupar um lugar muito importante no mercado exterior. Novas indústrias podem se instalar aqui”, afirma. Ramos ainda acredita que o etanol de segunda geração vai diminuir o uso de petróleo, que será utilizado para outros fins.
Etanol de segunda geração é produzido em pequena escala para estudos (Foto: Silvia Cordeiro/G1PR)Etanol de segunda geração é produzido em pequena
escala para estudos (Foto: Silvia Cordeiro/G1)
Sem ciclo de cana

No Brasil, a cana-de-açúcar é a principal matéria-prima para a produção do álcool. Segundo Rasmussen, como o ciclo é curto - de abril a novembro -, a empresa sugere às usinas a produzirem etanol de celulose com o bagaço de eucalipto, para não ficarem inativas. “A tecnologia é a mesma em todo o mundo. O diferencial é de que aqui é possível utilizar uma matéria-prima que pertence à própria natureza”, acrescenta.

O professor também sugere a produção do novo etanol utilizando outras fontes. “Tendo como base a celulose, você pode aproveitar o lixo, como o papelão. Além disso, é possível reutilizar resíduos agroflorestais, casca de arroz, sabugo de milho, entre outros materiais”, comenta.
Disponível em: G1

terça-feira, 18 de junho de 2013

18 de Junho, dia do Químico, ressaltamos a importância desse profissional em nosso cotidiano

O mercado de trabalho continua sempre aquecido e é diversificado no ramo da química. O profissional é cercado por uma diversidade de oportunidades, e o mais interessante é que Ele pode escolher a área que deseja atuar com alta valorização e novas oportunidades.

Por: Maykon Mendes


Quando nós falamos de um químico, imaginamos imediatamente um cientista louco, descabelado, com um jaleco branco cheio de arte-manhas e misturas das mais diversas, ou simplesmente aquele nosso professor do passado no tempo do colegial.

Na verdade, nossas mentes imagina tanta coisa graças a esta ciência da química que está presente em todas as coisas do universo, até mesmo em nossos nerônios.

Este Cientista que costumamos nomeá-lo de Químico, nada mais é do que um Excelente Profissional curioso, cheio de talentos e criatividades nas áreas das ciências exatas e da natureza. Têm habilidade de atuar em qualquer ramo da química em processos de produção e é o responsável pela criação, experimento ou análise e desenvolvimento de produtos industrializados.

Em todos os lugares há um pouco do fruto do esforço de um Químico, pois, cada produto industrializado deve receber um selo de garantia ou aprovação que normalmente é o Profissional de Química que faz a avaliação final desse produto, seja, qual for, um alimento em conserva ou perecível, um medicamento, um produto de limpeza ou de cosmético, um equipamento eletroeletrônico dentre outros. E por uma razão muito simples: todo o mundo material é formado por elementos e substâncias químicas. Isso inclui itens básicos como a água, o ar e a terra, e também produtos de consumo obtidos por processos industriais como o papel, as bebidas, os fertilizantes e o mouse do seu computador.

Hoje 18 de junho comemora-se o dia do Químico, data essa escolhido porque a profissão de Químico no Brasil no inicio era de competência do Ministério do Trabalho a fiscalização e regulamentação conforme previa a Seção - XIII do Decreto-Lei N.º 5.452, de 1º de Maio de 1943 (CLT) dos artigos 325 a 351. No ano de 1956 precisamente no dia 18 d e junho, foi promulgada a Lei Federal Nº 2.800 de 18 de junho de 1956, assinada pelo então Presidente da República Juscelino Kubitschek que criou o sistema Conselho Federal e os Conselhos Regionais de Química, delegando a esses a competência dos artigos da CLT a fiscalização e regulamentação.

O Portal Química em Foco fez questão de postar esta redação não só em comemoração aos profissionais dessa área que tem hoje, dia 18 de Junho, um dia especial em homenagem a todos os Profissionais de Química, mas também, principalmente porque o químico pode trabalhar não só nos laboratórios, mas em todas as atividades que exigem o acompanhamento de um profissional. Estas atividades envolvem: projeto, planejamento e controle de produção; desenvolvimento de produtos; operações e controle de processos químicos; saneamento básico; tratamento de resíduos industriais; segurança; gestão de meio ambiente e, em alguns casos específicos, vendas, assistência técnica, planejamento industrial e até direção de empresas.

É importante ficar atento à várias opções que o mercado de trabalho oferece, pois além da graduação, o profissional tem outras áreas para atuar como Engenharia Química, Química Licenciatura e Bacharel, Química Industrial, e outros como:

ABRASIVOS: São materiais usados no polimento de uma variedade de produtos que abrange desde sapatos até peças de mármore. Lixas, discos de corte e desgaste, rebolos e esponjas são alguns dos produtos das indústrias de abrasivos.

ALIMENTOS: A indústria de alimentos compreende duas áreas: alimentos naturais e industrializados. Os primeiros envolvem aqueles que não passam por transformações ou sofrem apenas pequenas modificações, como os concentrados, secos, desidratados, resfriados e congelados. Os industrializados, por sua vez, sofrem grandes modificações como no caso dos alimentos pasteurizados, esterilizados, salgados e defumados; ou são transformados, a exemplo dos fermentados, balas e caramelos, bebidas estimulantes, bebidas fermentadas, chocolates, condimentos e temperos, gelados comestíveis, gomas de mascar, derivados do leite, massas, óleos e gorduras, e produtos de confeitaria. O trabalho de um profissional conhecedor das reações químicas que ocorrem durante a produção das bebidas, por exemplo, é fundamental para aprimorar a qualidade e impedir o aparecimento de problemas.

BIOCOMBUSTÍVEIS: Os biocombustíveis podem ser sólidos (biomassa), líquidos ou gasosos (biogás). O mais conhecido dos biocombustíveis brasileiros é o etanol extraído da cana–de–açúcar. Outros materiais como cascas de arroz, restos de plantas, óleos vegetais e resíduos já estão sendo usados para gerar energia. Até do lixo urbano pode–se, por exemplo, extrair gases para movimentar veículos e sustentar sistemas de aquecimento. O Brasil é um país reconhecido mundialmente pela sua gama de biocombustíveis. Conforme mencionado anteriormente, o mais popular é o álcool extraído da cana–de–açúcar, que apresenta a vantagem de ser menos poluente, tanto durante sua produção quanto na combustão nos motores.

CATALISADORES: Catalisadores são substâncias produzidas pelas indústrias químicas, que afetam a velocidade de uma reação, promovendo um caminho molecular (mecanismo) diferente para ela. O desenvolvimento e o uso dessas substâncias são parte importante da constante busca por novas formas de aumentar o rendimento e a seletividade de produtos, a partir de reações químicas.

CELULOSE E PAPEL: As propriedades do papel são resultantes de interações de um grande número de fatores. Para que se obtenha o produto desejado, eles devem ser ajustados por um profissional da Química. A indústria de celulose e papel envolve não apenas as empresas que fabricam produtos usados para a escrita e impressão, mas também as que produzem papéis para fins sanitários, fotográficos, embalagens, etc. O setor está entre os maiores clientes da indústria química, por consumir anualmente milhões de toneladas de seus produtos.

CERÂMICAS: A técnica milenar usada para produzir tanto utensílios domésticos quanto materiais de construção é baseada na queima da argila. Esta, depois de retirada da natureza, passa por processo mecânicos e químicos para eliminação de impurezas. A indústria cerâmica é responsável pela fabricação de pisos, azulejos e revestimento de larga aplicação na construção civil, bem como pela fabricação de tijolos, lajes, telhas, entre outros. Ainda, o setor denominado cerâmica tecnológica, é responsável pela fabricação de componentes de alta resistência ao calor e de grande resistência à compressão. Atualmente a cerâmica é objeto de intensa pesquisa tendo em vista o aproveitamento de várias das propriedades físicas e químicas de um grande número de materiais, principalmente a semicondutividade, supercondutividade e comportamento adiabático.

COLAS E ADESIVOS: A indústria química desenvolve e produz diferentes tipos de colas (também chamadas de adesivos) para serem aplicadas em diversos materiais, a exemplo de metais, madeira, vidro, entre outros.

COSMÉTICOS: O trabalho dos químicos na indústria cosmética não se resume a aplicar fórmulas, mas consiste também em criar novos produtos, essenciais para garantir o espaço da empresa no mercado. As formulações de cosméticos são complexas e utilizam uma infinidade de matérias–primas. Cada cosmético deve apresentar várias propriedades simultaneamente ajustadas para as aplicações desejadas e isso somente pode acontecer com a participação de um profissional da Química, muito qualificado.

DEFENSIVOS AGRÍCOLAS: Estima–se que as indústrias de inseticidas, fungicidas e outros produtos voltados ao combate de pragas e doenças agrícolas tenham faturado, em 2004, cerca de 4,2 bilhões de reais. Nessas empresas, os químicos atuam desenvolvendo princípios ativos e fórmulas de produtos, além de cuidar do controle de qualidade e do meio ambiente.

ESSÊNCIAS: O principal trabalho dos químicos nas indústrias de essências é a obtenção do óleo essencial e sua transformação em essência. Isso é feito basicamente por processos de separação de misturas, o que pode ser uma tarefa bastante minuciosa, se considerarmos que alguns óleos chegam a conter mais de 30 substâncias diferentes.

EXPLOSIVOS: A indústria de explosivos fornece material para diversos outros setores como o automotivo, o minerador, o farmacêutico e o espacial. Em todos eles, a presença do químico é fundamental para garantir não apenas a qualidade do produto, mas também a segurança do processo de fabricação.

FARMOQUÍMICOS: Os farmoquímicos podem ser obtidos por processos extrativos, nos reinos animal, mineral e vegetal. Podem, ainda, ser obtidos por síntese química por processos biotecnológicos clássicos, como fermentativos (ex.: penicilina) e enzimáticos (ex.:amoxicilina), ou podem ser obtidos por processos biotecnológicos modernos (ex.:alfainterferona).
Os adjuvantes farmacotécnicos são produtos químicos que, embora sem ação farmacológica, são usados para a elaboração de formas farmacêuticas que carreiam os farmoquímicos para os organismos a que se destinam (humano ou veterinário). Esses adjuvantes farmacotécnicos são também chamados de insumos farmacêuticos não ativos ou excipientes.

FERTILIZANTES: O trabalho dos químicos é fundamental na produção de fertilizantes. O nitrogênio, por exemplo, é encontrado em abundância na natureza, mas, na forma como se apresenta as plantas não conseguem absorvê–lo. Por isso, foram desenvolvidos compostos químicos que passaram a ser a principal forma de fixar o nitrogênio e torná–lo disponível para os vegetais. Em 2009, o Brasil ocupou o posto de quarto maior consumidor de fertilizantes do mundo, mas representa apenas 2% da produção mundial, sendo assim um grande importador. Por essa razão, a indústria nacional vem investindo em larga escala para aumentar a sua capacidade de produção.

GASES INDUSTRIAIS: 
Os gases industriais desempenham funções essenciais em diversos tipos de indústrias. O hidrogênio, por exemplo, é usado na produção de amoníaco e na hidrogenação de óleos comestíveis, além de ser um importante ingrediente para a indústria química e petroquímica.

METAIS: Hoje o plástico vem sendo cada vez mais utilizado pelas indústrias, mas não é capaz de substituir os metais em certas atividades. É por essa razão que eles ainda ocupam lugar de destaque no cenário econômico mundial.

MEIO AMBIENTE: O trabalho dos profissionais de Química nessa área é bastante diversificado, começando pela análise da qualidade da água, do ar e do solo, passando pela elaboração e implantação de programas de gestão ambiental que garantam o desenvolvimento sustentável e, em situações mais críticas, desenvolvendo projetos de recuperação do meio ambiente.

PETROQUÍMICA: O petróleo e o gás natural são fontes, por excelência, das indústrias petroquímicas, as quais produzem matérias–primas que, muitas vezes, passam por vários processos de transformação antes de serem empregadas na fabricação do produto final. O primeiro trabalho dos químicos nesse tipo de indústria é identificar a composição do petróleo que se pretende refinar e indicar quais derivados podem ser dele obtidos.

PILHAS E BATERIAS: A energia elétrica fornecida a equipamentos por pilhas e baterias provém de reações químicas que acontecem em seu interior. Por isso, o trabalho dos profissionais da química é imprescindível nas indústrias que as produzem.

POLÍMEROS: Os plásticos e as borrachas são as formas mais conhecidas dos polímeros. Por apresentarem custo reduzido e propriedades vantajosas, os polímeros são usados pelas indústrias, principalmente a automobilística, a eletroeletrônica e a da construção civil, no sentido de substituir vidros, cerâmicas, metais, entre outros materiais.

PRESTAÇÃO E SERVIÇOS: Profissionais de Química podem atuar como prestadores de serviços em diversos setores, tais como: consultoria técnica e ambiental; análises laboratoriais; limpeza e controle de pragas; armazenagem e transporte de produtos químicos; ensino e pesquisa, etc.

PRODUTOS QUÍMICOS INDUSTRIAIS: A chamada indústria química de base é responsável pela fabricação de insumos (produtos químicos) que serão usados pelas indústrias de transformação para gerar os mais variados produtos: borrachas, fertilizantes, plásticos, tecidos, tintas, etc.

QUÍMICA FORENSE: É a aplicação dos conhecimentos da química e toxicologia no campo legal ou judicial. Diversas técnicas de análises químicas, bioquímicas e toxicológicas são utilizadas para ajudar a compreender a face sofisticada e complexa dos crimes: assassinatos, roubos, envenenamentos, adulterações de produtos e demais processos que se encontram fora da lei. Trata–se de um ramo singular das ciências químicas, uma vez que sua prática e investigação científica devem se conectar firmemente com outras áreas, a exemplo da biologia, sociologia, psicologia, direito, entre outras possíveis.

SANEANTES: Uma vez que os saneantes (produtos de limpeza) são produtos químicos que podem causar impacto à saúde e ao meio ambiente, há grande necessidade de desenvolvimento de produtos cada vez mais seguros. Essa segurança - com qualidade e eficiência - é um grande desafio para o profissional da Química.

TÊXTIL: Nas indústrias têxteis, o trabalho dos químicos começa na fiação e tecelagem, de modo especial, no desenvolvimento das fibras sintéticas. Suas atividades, no entanto, concentram–se na fase de acabamento, quando são usados inúmeros produtos e processos químicos.

TINTAS: A tinta é utilizada para fins de recobrimento de superfícies, oferecendo cor e proteção. A tinta é constituída por diversas substâncias. Como produto das indústrias de materiais de recobrimento superficial, a tinta é indispensável para a preservação de todos os tipos de estruturas arquitetônicas, inclusive fábricas. A sua formulação consiste, em linhas gerais, em definir os seus constituintes, de modo a se obter um produto com as características e propriedades adequadas, o que por sua vez, requer a presença dos profissionais da Química.

Vidros:  O profissional da química atua em todas as etapas da produção de vidros: na seleção, preparação e controle dos materiais, durante o processo de produção e no descarte de resíduos. Saiba mais.

Referência: PUC Rio

Um pouco sobre a História da Química
INÍCIO


O princípio da química começa, segundo antropólogos, com o princípio do homem na Terra. A descoberta do fogo teve uma grande importância. Desta maneira, o homem já conseguia cozinhar seus alimentos e obtinha uma fonte de luz para aquecer e se proteger dos animais selvagens.




A cozinha foi então o primeiro laboratório de química, já que nela eram conservados os alimentos através do cozimento.

Foi na cozinha que os chineses decobriram a pólvora negra, durante o século X na Dinastia Han. A descoberta foi feita por acidente, já que os alquimistas da época tentavam encontrar o elixir da longa vida.


ELEMENTOS


Para o filósofo grego Aristóteles (384a.C. – 322a.C.) as substâncias eram formadas por quatro elementos: terra, fogo, água e ar. Mas ao mesmo tempo, acreditava na existência de uma partícula fundamental, o átomo.




Desde a Antiguidade, alguns elementos já eram conhecidos pelo homem, como o carbono, ferro, enxofre, ouro, prata, cobre, mercúrio, estanho.




ALGUNS METAIS CONHECIDOS DESDE A ANTIGUIDADE: OURO, MERCÚRIO E FERRO.


Mais tarde foram descobertos os elementos: arsênio, antimônio, bismuto, zinco, cobalto e fósforo.




A partir do século XVI foram descobertos a platina, zinco, níquel, nitrogênio, flúor e hidrogênio.

Em 1771 Joseph Priestley isolou o oxigênio pela primeira vez. Na mesma época foram descobertos cloro, manganês, molibdênio, telúrio e tunsgtênio.

Mais tarde descobriram o urânio, zircônio, estrôncio, titânio, crômio.

Por volta de 1800 foram descobertos o cério, ródio, paládio, ósmio, irídio e magnésio.



FITAS DE MAGNÉSIO

Humphy Davy descobriu entre 1807 e 1808, outros tantos elementos, como o sódio, potássio, cálcio, e bário.

Mais tarde, foram descobertos por outros elementos como o iodo, lítio, cádmio, selênio, silício, alumínio, bromo, tório, berílio, vanádio.

Mosander em 1839 descobriu o lantânio. Em 1843, o térbio e o érbio.

Através da espectroscopia foram descobertos por Bunsen o césio e o rubídio em 1860.



BUNSEN DESCOBRIU OS ELEMENTOS CÉSIO E O RUBÍDIO

O tálio e o índio também foram identificados por espectroscopia.

O hélio e o boro também.

Em 1871, o russo Dmitri Mendeleiev previu alguns elementos que iriam completar a Tabela Periódica. A partir de 1875, alguns químicos comprovaram e existência destes elementos, confirmando o que Mendeleiev havia falado. Os elementos descobertos foram: gálio, túlio, itérbio, escândio, gadolínio, hólmio, samário.



DMITRI MENDELEIEV

Em 1885 e 1886 foram descobertos o praseodímio, neodímio, disprósio e o germânio.

O gás inerte argônio foi descoberto em 1894 por Sir Willian Ramsay e foi classificado como gás nobre. Em 1898, Ramsay isolou também o neônio, criptônio e xenônio.



GÁS NEÔNIO USADO EM LETREIROS LUMINOSOS


Nesta mesma época, o Casal Curie descobria elementos com propriedades radioativas, como o rádio, o polônio e o actínio.



CASAL CURIE DESCOBRIU ELEMENTOS RADIOATIVOS

Foram descobertos a seguir por outros químicos o radônio, lutécio, protactínio, háfnio e rênio.

Por volta de 1925 quase todos os elementos estáveis da crosta terrestre já estavam inseridos na Tabela Periódica.

Os elementos sintéticos começaram a ser produzidos. São instáveis. Antes disso, descobriram o tecnécio e o frâncio.

São elementos artificiais: netúnio, plutônio, cúrio, amerício, promécio, berquélio, califórnio, einstênio, férmio, mendelévio, nobélio, laurêncio, ruterfórdio, dúbnio, seabórgio, bório, hássio, meitnério, darmstádio, roentgênio, unúmbio.

ALQUIMIA

Os séculos III a.C. ao século XVI d.C. foi dominado pela Alquimia.

A palavra Alquimia vem do árabe e quer dizer AL-Khemy, A Química. Iniciou-se no século IIIa.C. na Alexandria, o centro de convergência da época e de recriação das tradições gregas-pitagóricas, platônicas estóica, egípcias e orientais.

Há três misturas de correntes na Alquimia: a filosofia grega, o misticismo oriental e a tecnologia egípcia.

Na metalurgia, obtiveram seu grande êxito que foi a produção de papiros e os aparelhos do laboratório. Porém, não obtiveram o seu principal objetivo que era a pedra filosofal e transformar metais em ouro.




A alquimia tinha um caráter místico que veio das ciências ocultas da Mesopotâmia, Pérsia, Caldéia, Egito e Síria. Tinha um ar de lenda e mistério.

Dois mil anos antes da nossa era atual, os babilônios e os egípcios procuravam sintetizar ouro e transformar metais em ouro. Nesta época, era realizada em sigilo porque era considerada uma ciência oculta.

Tinha forte influência com as ciências orientais e os alquimistas passaram a atribuir propriedades sobrenaturais às plantas, letras, pedras, figuras geométricas e os números que eram usados como amuleto, como o 3, o 4 e o 7.

A alquimia combinava química, física, astrologia, filosofia, arte, metalurgia, medicina, misticismo e religião.

Os alquimistas usavam fórmulas e recitações mágicas para invocar deuses e demônios favoráveis às operações químicas.




Muitos alquimistas, durante a Idade Média foram acusados de ter pacto com o demônio e por este motivo foram presos, excomungados e queimados vivos na fogueira pela Inquisição da Igreja Católica. Até hoje o uso do enxofre é associado ao demônio.

Muitos dos manuscritos dos alquimistas foram feitos de forma incompreensível para os que não a conheciam. Isto era feito porque os alquimistas queriam mais esconder do que revelar as suas descobertas.

Algumas de suas descobertas são usadas até hoje, como a fabricação de sabão, técnicas como a destilação e descoberta de novos metais e componentes.

As principais finalidades da Alquimia eram:

- transformar metais como mercúrio e chumbo em ouro ou prata;

- preparar o elixir da longa vida, uma panacéia que cura todos os males e desenvolva a juventude.

- conseguir transformar espiritual do alquimista de homem caído em criatura perfeita.

Para os chineses, o seu objetivo era atingir a imortalidade. Acreditavam que o ouro era imortal porque não reagia com quase nada. Fizeram elixires contendo arsênio, enxofre e mercúrio. Muitos imperadores morreram envenenados pensando estar tomando o elixir da longa vida.

Um dos alquimistas mais significativo foi o francês Nicolás Flamel. Não há confirmação, mas deve ter nascido no ano de 1330.




Flamel, provavelmente teve em suas mãos escritos alquímicos para copiar, mas nunca havia despertado interesse pela alquimia, até que um dia, segundo deixou escrito, quando estava profundamente adormecido, lhe apareceu um anjo que sustentava na mão um livro antigo. Flamel - disse o anjo - olhe bem este livro. Você não será capaz de entendê-lo; nem você nem ninguém. Mas chegará um dia em que você será capaz de ver algo que ninguém verá.

Com este sonho e a influência de alguns alquimistas que foi conhecendo ao passo do tempo, praticou e escreveu muitas obras a respeito de alquimia e principalmente relatos a respeitos de sua busca da Pedra Filosofal.

O alquimista morreu no dia 22 de março de 1418 e depois sua casa foi saqueada por caçadores de tesouro e gente que queria encontrar a pedra filosofal ou receitas para a sua preparação.

A lenda conta que Flamel e sua esposa não morreram porque na sua tumba foram encontradas apenas suas roupas ao invés dos corpos. Dizem que haviam visto os dois três séculos depois muito bem de saúde na Índia.

A alquimia envolvia muito mistério e segredos. Na época não era aceita como ciência, era visto como bruxaria.




A alquimia foi importante para o avanço da química como ciência porque até hoje é utilizado métodos de obtenção de alguns elementos e compostos.

A pedra filosofal nunca foi encontrada e nem sabemos como transformar metais em ouro.


Química Tradicional: A química no século XVII ao século XIX


Da metade do século XVII ao meio do século XIX, os cientistas já usavam métodos mais “modernos” de descobertas testando teorias com seus experimentos. Um das grandes controvérsias era o misério da combustão.

Dois químicos: Johann Joachim Becher e Georg Ernst Stahl propuseram a teoria do flogisto. Esta teoria dizia que uma "essência" (como dureza ou a cor amarela) deveria escapar durante o processo da combustão. Ninguém conseguiu provar a teoria do flogisto. O primeiro químico que provou que o oxigênio é essencial à combustão foi Joseph Priestly. O oxigênio e o hidrogênio foram descobertos durante este período.

Foi o químico francês Antoine Lavoisier quem formulou a teoria atualmente aceita sobre a combustão.




Esta era marcou um período onde os cientistas usaram o "método moderno" de testar teorias com experimentos. Isso originou uma nova era, conhecida como Química Moderna, à qual muitos se referem como Química atômica.

QUÍMICA MODERNA

Foi nesta época que a química se desenvoloveu como ciência. As ideias de Lavoisier deram aos químicos a primeira compreensão sólida sobre a natureza das reações químicas.

Lavoisier impulsionou novos trabalhos, como o de John Dalton sobre a teoria atômica.

O químico italiano Amadeo Avogadro formulou sua própria teoria (A Lei de Avogadro).




Por volta da metade do seculo XIX, já eram conhecidos cerca de 60 elementos.

Foi nesta época também que alguns químicos sentiram a necessidade de agrupar os elementos químicos de acordo com suas característica.

Newlands, Stanislao Cannizzaro e Chancourtois foram os primeiros a notar que todos os elementos era parecidos em estrutura. Mas foi Dmitri Mendeleiev quem classificou os elementos e agrupou-os numa tabela, que hoje é a conhecida Tabela Periódica.

O casal Curie e Henri Becquerel foram os descobridores da radioatividade em meados dos anos 1896. Foi um passo para o estudo das reações nucleares.




Em 1919, Ernest Rutherford descobriu que os elementos podem ser transmutados. O trabalho de Rutherford estipulou as bases para a interpretação da estrutura atômica. Pouco depois, outro químico, Niels Bohr, finalizou a teoria atômica.

Estes e outros avanços criaram muitos ramos distintos na química, que incluem a bioquímica, química nuclear, engenharia química e química orgânica.

Referência: SoQ

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Investidores estrangeiros querem produzir etanol na Bahia

Um projeto que visa a produção de etanol na Bahia pode reduzir a importação interna e impulsionar o desenvolvimento de municípios da região semiárida. Esta é a proposta de investidores internacionais, que se reuniram na manhã desta segunda-feira (25), no gabinete do secretário da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Reforma Agrária, Pesca e Aquicultura, Eduardo Salles, com o superintendente estadual do Banco do Nordeste, Jorge Bagdeve, a agente de desenvolvimento do banco, Yéda Brito e a gerente executiva do BNB, Daniela Graciane.

De acordo com os investidores, que preferem não divulgar seus nomes, o projeto terá grande impacto para a Bahia, pois serão produzidos 412 milhões de litros de etanol e 400 mil toneladas de açúcar, em 10 anos. O estado consome aproximadamente 600 milhões de litros e produz cerca de 100 milhões, tendo que importar o etanol de outros estados. Com a implantação do projeto, a Bahia se aproximará da autossuficiência, além de estar prevista a geração de 15 mil empregos diretos e indiretos, o projeto contempla investimento de 9 mil hectares para produção de alimento, com o envolvimento de agricultores familiares e assentados e haverá aplicação de recurso destinado a programas habitacionais, qualificação de mão de obra, saúde, dentre outros.

O superintendente estadual do BNB, Jorge Bagdeve Informou que o projeto tem características diferenciais que o torna atrativo para o banco e considerou importante o investimento em uma região carente, onde Barra está inserida. "O BNB tem uma linha de crédito específica e favorável para o que está sendo proposto, que é Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE)", destacou.

O secretário pontuou que a Bahia é um estado deficitário na produção do etanol e a cana irrigada tem grande potencial para a atividade. "Os entendimentos estão avançando para que o estado consiga consolidar a atração desse investimento para o município de Barra. O que nós queremos é a integração da lavoura com a agroindústria, gerar emprego e renda para a população, agregar valor ao produto e proporcionar condições de fixar o homem no campo", disse.

Os investidores ainda têm a seu favor, o decreto estadual nº 9.076 de 27 de abril de 2004, que institui o Programa para o Desenvolvimento do Pólo Sucro-alcooleiro do Médio São Francisco, com o objetivo de impulsionar o desenvolvimento de áreas potenciais para o agronegócio sucroalcooleiro, na região do médio São Francisco (Assessoria de Comunicaçã, 26/2/13)

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Desafio mostra benefícios do sorgo sacarino para a produção de etanol


Projeto pioneiro da CanaVialis e empresas parceiras mostra a capacidade comercial do sorgo sacarino
Na década de 1980, o sorgo sacarino foi introduzido no Brasil como uma alternativa para a produção de etanol durante a entressafra de cana-de-açúcar. A iniciativa foi promovida pelo Proálcool, programa desenvolvido pelo Governo Federal para incentivar o uso do álcool e de outras fontes energéticas como uma alternativa à gasolina, em um período de crise petrolífera mundial. No entanto, no início, a produção em larga escala dessa matéria-prima não teve sucesso, pois não havia híbridos adequados às peculiaridades regionais brasileiras. Hoje, trinta anos depois, o sorgo sacarino pode se tornar uma realidade comercial devido aos avanços tecnológicos obtidos no setor e ao esforço da CanaVialis, marca da Monsanto de melhoramento genético e tecnologias para cana-de-açúcar e sorgo sacarino.
Para demonstrar a importância dessa cultura para o setor sucroenergético, a CanaVialis lançou, no final de janeiro, o Desafio de Produtividade Sorgo Sacarino, um projeto pioneiro desenvolvido em quatro usinas paulistas e uma em Goiás contando com a parceria das empresas Case IH e Novozymes. O projeto, que vai até junho de 2013, demonstrará a capacidade de produção comercial desse tipo de sorgo, pois entre março e abril - meses em que a cana-de-açúcar ainda se encontra em estado de desenvolvimento vegetativo - essa cultura pode ser uma alternativa para a produção de etanol.
“O sorgo sacarino tem condições de produzir mais de 2.500 litros de etanol por hectare durante o período de entressafra da cana-de-açúcar. O desenvolvimento dessa cultura gerará uma melhoria na produtividade da cana-de-açúcar ao proporcionar a sua colheita em período mais favorável”, diz Vagner Kogikoski, gerente de Marketing da CanaVialis.
Para o desafio, foram instalados cinco campos experimentais, cada um deles com aproximadamente 20 hectares, nas cidades paulistas de Clementina, Catanduva, Igarapava, Piracicaba e em Quirinópolis, todas em Goiás. Os municípios foram escolhidos pela CanaVialis com base na necessidade de viabilização da matéria-prima durante o período de entressafra da cana-de-açúcar.
Durante o projeto, a CanaVialis fará o manejo agrícola e o acompanhamento técnico dedicado em todas as áreas selecionadas. Ao todo, participam da ação mais de 20 profissionais da Monsanto, divididos nas áreas de Marketing, Vendas, Desenvolvimento Tecnológico, Comunicação e Recursos Humanos. A parceira Case IH, líder no setor de máquinas agrícolas, fornecerá os equipamentos, além de prestar consultoria na produção das áreas comerciais. Já a Novozymes, líder mundial em bioinovação, será a responsável pelo fornecimento de enzimas e pela recomendação de uso às usinas que participam da ação.
O híbrido selecionado para o projeto Desafio de Produtividade Sorgo Sacarino é o CV568, lançado em 2012. Ele está disponível comercialmente para a safra 2012/2013 e seus principais diferenciais agronômicos são a amplitude de colheita e o alto potencial produtivo. “Atualmente, somos líderes do segmento, mas queremos ampliar ainda mais o uso do sorgo sacarino como alternativa viável à produção de etanol no país”, explica José Carramate, gerente de estratégia para EMEA, Ásia e África e ex-líder de negócios de Cana-de-Açúcar da Monsanto do Brasil.
Fonte: Monsanto em campo.

terça-feira, 30 de abril de 2013

O capim-vetiver (mudas)


Empresário A. Rodrigo Zaleski junto ao pesquisador Paul Truong em visita a fazenda Vetiver - Soluções Ambientais.

A VETIVER - Soluções Ambientais possui dois grandes viveiros de Capim Vetiver. Temos disponibilidade de fornecer mudas em grandes quantidades e enviamos para todo o Brasil. Nossas mudas são de ótima qualidade e podem ser preparadas e enviadas de diversas formas para melhor adaptar às necessidades de nossos clientes.
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O capim-vetiver
Vetiveria zizanioides (L.) Nash

O capim-vetiver (Vetiver) é bastante conhecido desde os mais remotos tempos da Antigüidade, cultivado há pelo menos 6.000 anos, foi largamente propagado ao redor do mundo pela importância na produção de óleo essencial aromático e por seus “poderes mágicos”. Atualmente é encontrado em quase toda região Pantropical do planeta.O Vetiver é uma planta herbácea e perene (pode vegetar durante séculos). A espécie é constituída por touceiras de arquitetura ereta, com folhas e hastes longas, delgadas e bastante resistentes e consistentes.A origem do Vetiver é ainda desconhecida, segundo alguns autores é proveniente das regiões pantanosas do subcontinente indiano (Vietnã, Sri Lanka & Sul da Índia). Atualmente é cultivado em mais de 100 países e sua popularidade vem crescendo rapidamente.

Classificação Sistemática

Reino: Plantae, Divisão: Magnoliophyta, Classe: Liliopsida, Ordem: Poales, Família: Poaceae (ant. Gramineae), Subfamília: Panicoideae, Tribo: Andropogoneae, Gênero: Vetiveria, Espécie: Vetiveria zizanioides (L.) Nash., Sinonímia: Chrysopogon zizanioides (L.) Roberty

Atributos morfológicos e fisiológicos

Espécie pioneira, o Vetiver apresenta características eco-fisiológicas únicas no mundo. A capacidade de estabilizar o solo e controlar a erosão, aliada a excepcional adaptação às mais diversas e inóspitas condições bioedafoclimáticas, o que a torna possível se desenvolver onde nenhuma outra planta sobreviveria. Extremamente rústica, o Vetiver é simultaneamente hidrófilo e xerófilo, além de resistir a extremos hídricos (300–3.000 mm/ano), também tolera extremos térmicos (-14ºC a +55ºC).A fixação biológica de nitrogênio atmosférico e do fósforo, através da associação de bactérias e fungos simbióticos das raízes, permite ao Vetiver vegetar em praticamente qualquer tipo de terreno, tolerando solos de baixa fertilidade, e com valores extremos de pH (3-10), salinidade e toxidez. A complexa rede de bainhas e folhas do Vetiver retém a translação de sedimentos, dos mais finos aos mais grosseiros, estabelecendo barreiras naturais, que reduzem a velocidade das enxurradas e aumentam a capacidade de infiltração d’água no solo, controlando a erosão até mesmo em grandes inclinações (150º).As raízes do Vetiver são extensas e profundas, crescem até 3 cm por dia e atingem de 2 a 3 metros de profundidade no primeiro ano de plantio, podendo alcançar até 6 metros de extensão. As raízes não entram em dormência, mesmo em baixas temperaturas do solo (15 Cº dia e 13 Cº noite), mesmo nestas condições foram registradas taxas de crescimento radicular de 1,26 mm/dia. O extenso alcance das raízes do Vetiver, em profundidade, lhe confere uma surpreendente capacidade de resistência à seca prolongada, e uma extraordinária capacidade de recuperação após sofrer estresses, como queimada, pastoreio intensivo, alagamentos, etc. A espécie já demonstrou uma enorme qualidade de resistência ao ataque de pragas e doenças, e ao acamamento por fortes ventos.A raíz do Vetiver apresenta um impressionante poder de penetração, de tamanho vigor, que pode inclusive transpor camadas com impedimentos rochosos. O sistema radicular agregante de solo, forma um grampeamento natural muito difícil de ser desalojado, como “pregos do solo”.


A excepcional capacidade na estabilização de solos pelas raízes do Vetiver advém da grande densidade relativa das suas raízes (6–10 kPa/Kg por m³ de solo), volume muito superior a cobertura realizada pelas raízes das árvores (3,2–3,7 kPa/Kg por m³ de solo).A resistência da raiz do Vetiver aumenta com a redução do diâmetro, ou seja, raízes novas já conferem a proteção do solo. As raízes do Vetiver apresentam força tensil que variam de 40–180 [Mpa]. As raízes com diâmetros de 0,2–2,2 mm têm uma força tensil média de 75 [Mpa], equivalente a 1/3 da força tensil do aço, só que as raízes de Vetiver jamais enferrujam... Caso o Vetiver venha a ser enterrado, pelo deslocamento e o acumulo de sedimentos, os seus nós emitem novas raízes, que nivelam a planta com a nova superfície do terreno.Os incríveis atributos e a versatilidade conferem o status ao Vetiver de “uma das espécies mais úteis e promissoras à humanidade deste século”.Em áreas perturbadas, onde os métodos convencionais de proteção ambiental, geralmente, consistem em soluções complexas e pouco práticas, de custo elevado, e de eficiência questionável, o “Sistema Vetiver”, técnica no qual se utiliza o capim-vetiver, oferece uma alternativa tecnológica simples, eficáz, segura, e de reduzidos custos. Em artigo científico publicado no “The Journal of the American Botanical Council”, é transcrito a importância mundial da “Sistema Vetiver”, informando que uma barreira de contenção de Vetiver pode custar cerca de US$ 30,00/hectare (+/- R$ 60,00), enquanto os custo com métodos convencionais podem ultrapassar US$ 500,00/hectare (+/- R$ 1.000,00). Encerra o artigo afirmando ser “os povos do terceiro mundo os que mais podem se beneficiar desta “dadiva da natureza”. Conhecido como “Capim Mágico” nas regiões áridas da Austrália, o Vetiver é largamente utilizado na estabilização de barreiras em obras rodoviárias na China, Malásia e Tailândia, além de “proteger” as lavouras de mais de 500.000 produtores rurais na Etiópia.

Riscos e impactos ambientais

O Vetiver é considerado uma das plantas mais seguras do mundo para utilização em fitorremediações. Fora de seu habitat natural o Vetiver não oferece qualquer risco de se transformar em erva invasora. Cultivado há séculos em várias partes do mundo, nunca houve qualquer registro de que qualquer planta tivesse “escapado” ás áreas de cultivo. O Vetiver nunca é agressivo, raramente produz sementes férteis, nunca produz rizomas, nem estolões, nem qualquer outra estrutura reprodutiva, só podendo ser multiplicado por subdivisões de touceiras ou cultura de tecidos in-vitro. Para a total eliminação do Vetiver basta arranca-lo e deixa-lo exposto ao tempo.Pesquisas realizadas com amostras de Vetiver provenientes de vários países indicam que, em sua grande maioria, o Vetiver distribuído ao redor do Planeta é geneticamente idêntico e, parecem descender de um mesmo genótipo, uma garantia de homogeneidade e estabilidade da planta.Há séculos vários povos da África e Ásia utilizam o Vetiver na demarcação territorial das propriedades, um registro da total imobilidade da planta e segurança da tecnologia. Milhares de hectares de terras cultivadas estão protegidos na Índia, China e África. O Sistema Vetiver têm mais de 200 anos de histórias na Índia, e compõe “terraços vegetais” na ilhas Fiji há mais de 50 anos. Neste período a planta nunca mostrou qualquer perigo de doença e praguejamento, nem como intermediário de moléstias. O Vetiver foi testado por 5 anos, sob a coordenação de pesquisadores do laboratório Engineering Research Laboratories (USACERL), que incorporou o Vetiver em vários projetos experimentais para avaliar a sua performance e eficácia como ferramenta biotecnológica na estabilização e preservação de solos com estruturas e texturas distintas. O relatório de avaliação concluiu que o Vetiver foi a espécie que apresentou as melhores resultados de fitorremediação.A Agência para o Desenvolvimento Internacional dos Estados Unidos (U.S. Agency For International Development - USAID); o Conselho de Pesquisa dos Estados Unidos (The National Research Council – NRC), e a Academia de Ciência Naturais (National Academy of Sciences) pesquisaram o Sistema Vetiver, sendo aprovada, por unanimidade, como tecnologia barata, eficaz e segura para o efetivo controle de erosão e conservação da água no solo”. Grimsbaw & Helfer, 1995, relataram que após 30 anos trabalhando com Vetiver em diversos países do mundo, nunca foi observado qualquer praga e/ou doença que possa atacá-la ou servir como hospedeiro.Uma análise de risco realizada pelos orgãos ambientais da Austrália e Nova Zelândia classificou o Vetiver como de baixo risco de se tornar uma espécie invasora com a pontuação -8, sendo que plantas com pontuação menor que 1 (um) podem ser importadas para estes países sem preocupações. PIER, (2007) apresenta uma lista de trabalhos técnicos que servem como embasamento científico de suporte a esta classificação. Dada suas excelentes características, no Brasil o Vetiver é indicado no pelo Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (DNIT) em sua “Norma 074/2006 – ES” para ser utilizado no tratamento ambiental de taludes e encostas. Da mesma forma a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) recomenda o uso do Vetiver como uma técnica de baixo custo para ser utilizado no controle de voçorocas em áreas rurais (Embrapa, 2006). A empresa VETIVER SYSTEMS LTDA (http://www.sistemavetiver.com.br/) vem realizando no Brasil uma série de trabalhos de controle de erosão e reforço de solo utilizando o Sistema Vetiver e os resultados têm demonstrado uma grande eficiência deste método natural.

REFERÊNCIAS

The Vetiver Network: Organização internacional sem fins lucrativos, que tem por objetivo promover conhecimentos e informações científicas sobre o Vetiver: na conservação de solo e água; reabilitação de áreas degradadas; estabilização de taludes e encostas; fitoremediação de áreas contaminados; e controle natural de poluentes. Apoiada e financiada pelo Governo Real Dinamarquês, além de importantes e renomados organismos internacionais como o Banco Mundial e a ONU. Atualmente atua em mais de 100 países do mundo, distribuídos pela Ásia, África, América Latina e Caribe, entre eles o Brasil. http://www.vetiver.org/

Extensa lista da pesquisas científicas e publicações selacionadas com o capim-vetiver.http://www.vetiver.org/TVN_refs.htm

Relatório do Banco Mundial descrevendo os usos do capim-vetiver na conservação dos solos e das águas. Eles concluem que o Sistema Vetiver (técnica na qual o capim-vetiver é utilizado) é uma forma eficiente e barata para resolver os problemas de erosão e melhorar a produtividade dos solos.http://www.vetiver.org/PUBLICATIONS/TVN_greenEng.pdf

Relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos sobre o capim-vetiver.http://www.vetiver.org/USA-USDA-NRCS_Sunshine.pdf

Relatório da Agência para o Desenvolvimento Internacional dos Estados Unidos (U.S. Agency For International Development - USAID); o Conselho de Pesquisa dos Estados Unidos (The National Research Council – NRC), e a Academia de Ciência Naturais (National Academy of Sciences) que pesquisaram o Sistema Vetiver, sendo aprovada, por unanimidade, como tecnologia barata, eficaz e segura para o efetivo controle de erosão e conservação da água. http://www.amazon.com/Vetiver-Grass-Green-Against-Erosion/dp/0309042690

Instituto florestal das ilhas do pacífico descrevendo as características do capim-vetiver.http://www.hear.org/pier/species/chrysopogon_zizanioides.htm

Análise de risco realizado pelos orgãos ambientais da Austrália e Nova Zelândia, adaptado para as ilhas Havaianas, mostrando que o capim-vetiver é uma espécie segura para ser importada para o Havaí, sem riscos de se tornar uma planta invasora.http://www.hear.org/pier/species/chrysopogon_zizanioides.htm

Norma do DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES - DNIT especificando serviço de controle de processos erosivos em margem de rodovias e recomendando o uso do capim-vetiver para reforço do solo e contenção de encostas.http://ipr.dnit.gov.br/normas/DNIT074_2006_ES.pdf

Artigo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - EMBRAPA descrevendo como recuperar áreas com voçorocas e recomendando barreiras de capim-vetiver.http://www.cnpab.embrapa.br/publicacoes/sistemasdeproducao/vocoroca/implantacao.htm#forma

VETIVER - Soluções Ambientais: http://www.vetiverambiental.com.br/

Texto adaptado de EMATER-MG, Caxambu.

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