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domingo, 21 de julho de 2013

Novo etanol entra no mercado até março de 2014, dizem pesquisadores

Fábrica de Araucária, no PR, contribuiu para desenvolver etanol de celulose.
Combustível é produzido com os bagaços de cana, milho e eucalipto.

Redação: Silvia Cordeiro Do G1 PR

Gerente de pesquisa e desenvolvimento da empresa, Thomas Rasmussen, diz que a pesquisa é feita há 10 anos (Foto: Silvia Cordeiro/G1PR)
Gerente de pesquisa e desenvolvimento da empresa,
Thomas Rasmussen, diz que a pesquisa é feita há
10 anos (Foto: Silvia Cordeiro/G1)
Os veículos que circularem pelo Brasil a partir do primeiro trimestre de 2014 vão poder usar um novo combustível. A notícia vem de uma multinacional com sede em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, no Paraná. Além do álcool e da gasolina, surge o etanol de segunda geração, que está sendo produzido para colaborar com o meio ambiente, ser mais barato e com eficiência semelhante ao etanol comum, como explicam os pesquisadores.
De acordo com um dos gerentes da empresa, Ricardo Blandy, este combustível é feito à base de resíduos agrícolas, como o bagaço de cana-de-açúcar e o amido de milho. “Hoje, o álcool é feito da própria cana e do próprio milho. O que sobra desses materiais, não é utilizado. Nós encontramos uma tecnologia que converte esses resíduos em combustível”, explica.
“O trabalho não é igual a produção de álcool comum”, revela o gerente de desenvolvimento e pesquisa, Thomas Rasmussen. Há 10 anos, pesquisadores têm trabalhado para desenvolver o etanol de celulose ou de segunda geração. Ele conta que foi necessário buscar na natureza um fator que pudesse reagir e transformar os resíduos em combustível, que são as enzimas.
Segundo Rasmussen, com base nisso, a empresa desenvolveu uma matéria-prima, que deve ser negociada com as usinas interessadas em fabricar o novo etanol. Por enquanto, o trabalho está sendo feito em pequena escala, apenas para experimento.
A primeira usina a começar a produzir o etanol de segunda geração em larga escala é do estado de Alagoas, no nordeste do país. “Outras quatro empresas já anunciaram publicamente que devem produzir o combustível a partir do ano que vem”, conta o gerente.
Benefícios

Os pesquisadores afirmam: o etanol de celulose possui vários benefícios. Um deles é reduzir o impacto ambiental com a reutilização dos resíduos. “O Brasil tem disponível de biomassa [resíduos de produção] um volume suficiente que seria capaz de dobrar a produção de álcool atual”, explica Blandy. Segundo ele, este material está sendo jogado no lixo por não existir indústria que o reutilize.

O gerente conta que, na safra 2012/2013, a produção de álcool comum no país foi de 22 bilhões de litros. “A vantagem é a de que o produtor não vai precisar aumentar a área de plantação e vai utilizar apenas os resíduos que sobram na usina”, esclarece. Rasmussen complementa que o custo logístico será mínimo com um incremento de 30% no resultado da produção da usina.
Bagaço de cana-de-açúcar é uma das matérias-primas do etanol de segunda geração (Foto: Silvia Cordeiro/G1PR)Bagaço de cana-de-açúcar é uma das matérias-primas do
etanol de segunda geração (Foto: Silvia Cordeiro/G1)
Com a economia, é esperado também o benefício para o consumidor. Blandy conta que o custo de produção será de 10% a 15% mais barato do que o etanol de primeira geração, o que deve refletir no preço final do novo combustível.
Outra vantagem, segundo o gerente, é a de não competir com o setor de alimentos. “Quando você planta cana-de-açúcar para produzir álcool, você está deixando de produzir açúcar ou outros alimentos baseados em glicose. Mesma coisa com o milho. Você acaba competindo com um mercado, gerando impacto na alimentação da população. Quanto mais álcool, menos alimento”, explica. A utilização total da produção tende a não causar desperdícios.
Para o professor do departamento de Química da Universidade Federal do Paraná(UFPR), Luiz Pereira Ramos, a nova tecnologia vai trazer vantagens econômicas para o Brasil. “O país tem toda a condição do mundo de ocupar um lugar muito importante no mercado exterior. Novas indústrias podem se instalar aqui”, afirma. Ramos ainda acredita que o etanol de segunda geração vai diminuir o uso de petróleo, que será utilizado para outros fins.
Etanol de segunda geração é produzido em pequena escala para estudos (Foto: Silvia Cordeiro/G1PR)Etanol de segunda geração é produzido em pequena
escala para estudos (Foto: Silvia Cordeiro/G1)
Sem ciclo de cana

No Brasil, a cana-de-açúcar é a principal matéria-prima para a produção do álcool. Segundo Rasmussen, como o ciclo é curto - de abril a novembro -, a empresa sugere às usinas a produzirem etanol de celulose com o bagaço de eucalipto, para não ficarem inativas. “A tecnologia é a mesma em todo o mundo. O diferencial é de que aqui é possível utilizar uma matéria-prima que pertence à própria natureza”, acrescenta.

O professor também sugere a produção do novo etanol utilizando outras fontes. “Tendo como base a celulose, você pode aproveitar o lixo, como o papelão. Além disso, é possível reutilizar resíduos agroflorestais, casca de arroz, sabugo de milho, entre outros materiais”, comenta.
Disponível em: G1

terça-feira, 18 de junho de 2013

18 de Junho, dia do Químico, ressaltamos a importância desse profissional em nosso cotidiano

O mercado de trabalho continua sempre aquecido e é diversificado no ramo da química. O profissional é cercado por uma diversidade de oportunidades, e o mais interessante é que Ele pode escolher a área que deseja atuar com alta valorização e novas oportunidades.

Por: Maykon Mendes


Quando nós falamos de um químico, imaginamos imediatamente um cientista louco, descabelado, com um jaleco branco cheio de arte-manhas e misturas das mais diversas, ou simplesmente aquele nosso professor do passado no tempo do colegial.

Na verdade, nossas mentes imagina tanta coisa graças a esta ciência da química que está presente em todas as coisas do universo, até mesmo em nossos nerônios.

Este Cientista que costumamos nomeá-lo de Químico, nada mais é do que um Excelente Profissional curioso, cheio de talentos e criatividades nas áreas das ciências exatas e da natureza. Têm habilidade de atuar em qualquer ramo da química em processos de produção e é o responsável pela criação, experimento ou análise e desenvolvimento de produtos industrializados.

Em todos os lugares há um pouco do fruto do esforço de um Químico, pois, cada produto industrializado deve receber um selo de garantia ou aprovação que normalmente é o Profissional de Química que faz a avaliação final desse produto, seja, qual for, um alimento em conserva ou perecível, um medicamento, um produto de limpeza ou de cosmético, um equipamento eletroeletrônico dentre outros. E por uma razão muito simples: todo o mundo material é formado por elementos e substâncias químicas. Isso inclui itens básicos como a água, o ar e a terra, e também produtos de consumo obtidos por processos industriais como o papel, as bebidas, os fertilizantes e o mouse do seu computador.

Hoje 18 de junho comemora-se o dia do Químico, data essa escolhido porque a profissão de Químico no Brasil no inicio era de competência do Ministério do Trabalho a fiscalização e regulamentação conforme previa a Seção - XIII do Decreto-Lei N.º 5.452, de 1º de Maio de 1943 (CLT) dos artigos 325 a 351. No ano de 1956 precisamente no dia 18 d e junho, foi promulgada a Lei Federal Nº 2.800 de 18 de junho de 1956, assinada pelo então Presidente da República Juscelino Kubitschek que criou o sistema Conselho Federal e os Conselhos Regionais de Química, delegando a esses a competência dos artigos da CLT a fiscalização e regulamentação.

O Portal Química em Foco fez questão de postar esta redação não só em comemoração aos profissionais dessa área que tem hoje, dia 18 de Junho, um dia especial em homenagem a todos os Profissionais de Química, mas também, principalmente porque o químico pode trabalhar não só nos laboratórios, mas em todas as atividades que exigem o acompanhamento de um profissional. Estas atividades envolvem: projeto, planejamento e controle de produção; desenvolvimento de produtos; operações e controle de processos químicos; saneamento básico; tratamento de resíduos industriais; segurança; gestão de meio ambiente e, em alguns casos específicos, vendas, assistência técnica, planejamento industrial e até direção de empresas.

É importante ficar atento à várias opções que o mercado de trabalho oferece, pois além da graduação, o profissional tem outras áreas para atuar como Engenharia Química, Química Licenciatura e Bacharel, Química Industrial, e outros como:

ABRASIVOS: São materiais usados no polimento de uma variedade de produtos que abrange desde sapatos até peças de mármore. Lixas, discos de corte e desgaste, rebolos e esponjas são alguns dos produtos das indústrias de abrasivos.

ALIMENTOS: A indústria de alimentos compreende duas áreas: alimentos naturais e industrializados. Os primeiros envolvem aqueles que não passam por transformações ou sofrem apenas pequenas modificações, como os concentrados, secos, desidratados, resfriados e congelados. Os industrializados, por sua vez, sofrem grandes modificações como no caso dos alimentos pasteurizados, esterilizados, salgados e defumados; ou são transformados, a exemplo dos fermentados, balas e caramelos, bebidas estimulantes, bebidas fermentadas, chocolates, condimentos e temperos, gelados comestíveis, gomas de mascar, derivados do leite, massas, óleos e gorduras, e produtos de confeitaria. O trabalho de um profissional conhecedor das reações químicas que ocorrem durante a produção das bebidas, por exemplo, é fundamental para aprimorar a qualidade e impedir o aparecimento de problemas.

BIOCOMBUSTÍVEIS: Os biocombustíveis podem ser sólidos (biomassa), líquidos ou gasosos (biogás). O mais conhecido dos biocombustíveis brasileiros é o etanol extraído da cana–de–açúcar. Outros materiais como cascas de arroz, restos de plantas, óleos vegetais e resíduos já estão sendo usados para gerar energia. Até do lixo urbano pode–se, por exemplo, extrair gases para movimentar veículos e sustentar sistemas de aquecimento. O Brasil é um país reconhecido mundialmente pela sua gama de biocombustíveis. Conforme mencionado anteriormente, o mais popular é o álcool extraído da cana–de–açúcar, que apresenta a vantagem de ser menos poluente, tanto durante sua produção quanto na combustão nos motores.

CATALISADORES: Catalisadores são substâncias produzidas pelas indústrias químicas, que afetam a velocidade de uma reação, promovendo um caminho molecular (mecanismo) diferente para ela. O desenvolvimento e o uso dessas substâncias são parte importante da constante busca por novas formas de aumentar o rendimento e a seletividade de produtos, a partir de reações químicas.

CELULOSE E PAPEL: As propriedades do papel são resultantes de interações de um grande número de fatores. Para que se obtenha o produto desejado, eles devem ser ajustados por um profissional da Química. A indústria de celulose e papel envolve não apenas as empresas que fabricam produtos usados para a escrita e impressão, mas também as que produzem papéis para fins sanitários, fotográficos, embalagens, etc. O setor está entre os maiores clientes da indústria química, por consumir anualmente milhões de toneladas de seus produtos.

CERÂMICAS: A técnica milenar usada para produzir tanto utensílios domésticos quanto materiais de construção é baseada na queima da argila. Esta, depois de retirada da natureza, passa por processo mecânicos e químicos para eliminação de impurezas. A indústria cerâmica é responsável pela fabricação de pisos, azulejos e revestimento de larga aplicação na construção civil, bem como pela fabricação de tijolos, lajes, telhas, entre outros. Ainda, o setor denominado cerâmica tecnológica, é responsável pela fabricação de componentes de alta resistência ao calor e de grande resistência à compressão. Atualmente a cerâmica é objeto de intensa pesquisa tendo em vista o aproveitamento de várias das propriedades físicas e químicas de um grande número de materiais, principalmente a semicondutividade, supercondutividade e comportamento adiabático.

COLAS E ADESIVOS: A indústria química desenvolve e produz diferentes tipos de colas (também chamadas de adesivos) para serem aplicadas em diversos materiais, a exemplo de metais, madeira, vidro, entre outros.

COSMÉTICOS: O trabalho dos químicos na indústria cosmética não se resume a aplicar fórmulas, mas consiste também em criar novos produtos, essenciais para garantir o espaço da empresa no mercado. As formulações de cosméticos são complexas e utilizam uma infinidade de matérias–primas. Cada cosmético deve apresentar várias propriedades simultaneamente ajustadas para as aplicações desejadas e isso somente pode acontecer com a participação de um profissional da Química, muito qualificado.

DEFENSIVOS AGRÍCOLAS: Estima–se que as indústrias de inseticidas, fungicidas e outros produtos voltados ao combate de pragas e doenças agrícolas tenham faturado, em 2004, cerca de 4,2 bilhões de reais. Nessas empresas, os químicos atuam desenvolvendo princípios ativos e fórmulas de produtos, além de cuidar do controle de qualidade e do meio ambiente.

ESSÊNCIAS: O principal trabalho dos químicos nas indústrias de essências é a obtenção do óleo essencial e sua transformação em essência. Isso é feito basicamente por processos de separação de misturas, o que pode ser uma tarefa bastante minuciosa, se considerarmos que alguns óleos chegam a conter mais de 30 substâncias diferentes.

EXPLOSIVOS: A indústria de explosivos fornece material para diversos outros setores como o automotivo, o minerador, o farmacêutico e o espacial. Em todos eles, a presença do químico é fundamental para garantir não apenas a qualidade do produto, mas também a segurança do processo de fabricação.

FARMOQUÍMICOS: Os farmoquímicos podem ser obtidos por processos extrativos, nos reinos animal, mineral e vegetal. Podem, ainda, ser obtidos por síntese química por processos biotecnológicos clássicos, como fermentativos (ex.: penicilina) e enzimáticos (ex.:amoxicilina), ou podem ser obtidos por processos biotecnológicos modernos (ex.:alfainterferona).
Os adjuvantes farmacotécnicos são produtos químicos que, embora sem ação farmacológica, são usados para a elaboração de formas farmacêuticas que carreiam os farmoquímicos para os organismos a que se destinam (humano ou veterinário). Esses adjuvantes farmacotécnicos são também chamados de insumos farmacêuticos não ativos ou excipientes.

FERTILIZANTES: O trabalho dos químicos é fundamental na produção de fertilizantes. O nitrogênio, por exemplo, é encontrado em abundância na natureza, mas, na forma como se apresenta as plantas não conseguem absorvê–lo. Por isso, foram desenvolvidos compostos químicos que passaram a ser a principal forma de fixar o nitrogênio e torná–lo disponível para os vegetais. Em 2009, o Brasil ocupou o posto de quarto maior consumidor de fertilizantes do mundo, mas representa apenas 2% da produção mundial, sendo assim um grande importador. Por essa razão, a indústria nacional vem investindo em larga escala para aumentar a sua capacidade de produção.

GASES INDUSTRIAIS: 
Os gases industriais desempenham funções essenciais em diversos tipos de indústrias. O hidrogênio, por exemplo, é usado na produção de amoníaco e na hidrogenação de óleos comestíveis, além de ser um importante ingrediente para a indústria química e petroquímica.

METAIS: Hoje o plástico vem sendo cada vez mais utilizado pelas indústrias, mas não é capaz de substituir os metais em certas atividades. É por essa razão que eles ainda ocupam lugar de destaque no cenário econômico mundial.

MEIO AMBIENTE: O trabalho dos profissionais de Química nessa área é bastante diversificado, começando pela análise da qualidade da água, do ar e do solo, passando pela elaboração e implantação de programas de gestão ambiental que garantam o desenvolvimento sustentável e, em situações mais críticas, desenvolvendo projetos de recuperação do meio ambiente.

PETROQUÍMICA: O petróleo e o gás natural são fontes, por excelência, das indústrias petroquímicas, as quais produzem matérias–primas que, muitas vezes, passam por vários processos de transformação antes de serem empregadas na fabricação do produto final. O primeiro trabalho dos químicos nesse tipo de indústria é identificar a composição do petróleo que se pretende refinar e indicar quais derivados podem ser dele obtidos.

PILHAS E BATERIAS: A energia elétrica fornecida a equipamentos por pilhas e baterias provém de reações químicas que acontecem em seu interior. Por isso, o trabalho dos profissionais da química é imprescindível nas indústrias que as produzem.

POLÍMEROS: Os plásticos e as borrachas são as formas mais conhecidas dos polímeros. Por apresentarem custo reduzido e propriedades vantajosas, os polímeros são usados pelas indústrias, principalmente a automobilística, a eletroeletrônica e a da construção civil, no sentido de substituir vidros, cerâmicas, metais, entre outros materiais.

PRESTAÇÃO E SERVIÇOS: Profissionais de Química podem atuar como prestadores de serviços em diversos setores, tais como: consultoria técnica e ambiental; análises laboratoriais; limpeza e controle de pragas; armazenagem e transporte de produtos químicos; ensino e pesquisa, etc.

PRODUTOS QUÍMICOS INDUSTRIAIS: A chamada indústria química de base é responsável pela fabricação de insumos (produtos químicos) que serão usados pelas indústrias de transformação para gerar os mais variados produtos: borrachas, fertilizantes, plásticos, tecidos, tintas, etc.

QUÍMICA FORENSE: É a aplicação dos conhecimentos da química e toxicologia no campo legal ou judicial. Diversas técnicas de análises químicas, bioquímicas e toxicológicas são utilizadas para ajudar a compreender a face sofisticada e complexa dos crimes: assassinatos, roubos, envenenamentos, adulterações de produtos e demais processos que se encontram fora da lei. Trata–se de um ramo singular das ciências químicas, uma vez que sua prática e investigação científica devem se conectar firmemente com outras áreas, a exemplo da biologia, sociologia, psicologia, direito, entre outras possíveis.

SANEANTES: Uma vez que os saneantes (produtos de limpeza) são produtos químicos que podem causar impacto à saúde e ao meio ambiente, há grande necessidade de desenvolvimento de produtos cada vez mais seguros. Essa segurança - com qualidade e eficiência - é um grande desafio para o profissional da Química.

TÊXTIL: Nas indústrias têxteis, o trabalho dos químicos começa na fiação e tecelagem, de modo especial, no desenvolvimento das fibras sintéticas. Suas atividades, no entanto, concentram–se na fase de acabamento, quando são usados inúmeros produtos e processos químicos.

TINTAS: A tinta é utilizada para fins de recobrimento de superfícies, oferecendo cor e proteção. A tinta é constituída por diversas substâncias. Como produto das indústrias de materiais de recobrimento superficial, a tinta é indispensável para a preservação de todos os tipos de estruturas arquitetônicas, inclusive fábricas. A sua formulação consiste, em linhas gerais, em definir os seus constituintes, de modo a se obter um produto com as características e propriedades adequadas, o que por sua vez, requer a presença dos profissionais da Química.

Vidros:  O profissional da química atua em todas as etapas da produção de vidros: na seleção, preparação e controle dos materiais, durante o processo de produção e no descarte de resíduos. Saiba mais.

Referência: PUC Rio

Um pouco sobre a História da Química
INÍCIO


O princípio da química começa, segundo antropólogos, com o princípio do homem na Terra. A descoberta do fogo teve uma grande importância. Desta maneira, o homem já conseguia cozinhar seus alimentos e obtinha uma fonte de luz para aquecer e se proteger dos animais selvagens.




A cozinha foi então o primeiro laboratório de química, já que nela eram conservados os alimentos através do cozimento.

Foi na cozinha que os chineses decobriram a pólvora negra, durante o século X na Dinastia Han. A descoberta foi feita por acidente, já que os alquimistas da época tentavam encontrar o elixir da longa vida.


ELEMENTOS


Para o filósofo grego Aristóteles (384a.C. – 322a.C.) as substâncias eram formadas por quatro elementos: terra, fogo, água e ar. Mas ao mesmo tempo, acreditava na existência de uma partícula fundamental, o átomo.




Desde a Antiguidade, alguns elementos já eram conhecidos pelo homem, como o carbono, ferro, enxofre, ouro, prata, cobre, mercúrio, estanho.




ALGUNS METAIS CONHECIDOS DESDE A ANTIGUIDADE: OURO, MERCÚRIO E FERRO.


Mais tarde foram descobertos os elementos: arsênio, antimônio, bismuto, zinco, cobalto e fósforo.




A partir do século XVI foram descobertos a platina, zinco, níquel, nitrogênio, flúor e hidrogênio.

Em 1771 Joseph Priestley isolou o oxigênio pela primeira vez. Na mesma época foram descobertos cloro, manganês, molibdênio, telúrio e tunsgtênio.

Mais tarde descobriram o urânio, zircônio, estrôncio, titânio, crômio.

Por volta de 1800 foram descobertos o cério, ródio, paládio, ósmio, irídio e magnésio.



FITAS DE MAGNÉSIO

Humphy Davy descobriu entre 1807 e 1808, outros tantos elementos, como o sódio, potássio, cálcio, e bário.

Mais tarde, foram descobertos por outros elementos como o iodo, lítio, cádmio, selênio, silício, alumínio, bromo, tório, berílio, vanádio.

Mosander em 1839 descobriu o lantânio. Em 1843, o térbio e o érbio.

Através da espectroscopia foram descobertos por Bunsen o césio e o rubídio em 1860.



BUNSEN DESCOBRIU OS ELEMENTOS CÉSIO E O RUBÍDIO

O tálio e o índio também foram identificados por espectroscopia.

O hélio e o boro também.

Em 1871, o russo Dmitri Mendeleiev previu alguns elementos que iriam completar a Tabela Periódica. A partir de 1875, alguns químicos comprovaram e existência destes elementos, confirmando o que Mendeleiev havia falado. Os elementos descobertos foram: gálio, túlio, itérbio, escândio, gadolínio, hólmio, samário.



DMITRI MENDELEIEV

Em 1885 e 1886 foram descobertos o praseodímio, neodímio, disprósio e o germânio.

O gás inerte argônio foi descoberto em 1894 por Sir Willian Ramsay e foi classificado como gás nobre. Em 1898, Ramsay isolou também o neônio, criptônio e xenônio.



GÁS NEÔNIO USADO EM LETREIROS LUMINOSOS


Nesta mesma época, o Casal Curie descobria elementos com propriedades radioativas, como o rádio, o polônio e o actínio.



CASAL CURIE DESCOBRIU ELEMENTOS RADIOATIVOS

Foram descobertos a seguir por outros químicos o radônio, lutécio, protactínio, háfnio e rênio.

Por volta de 1925 quase todos os elementos estáveis da crosta terrestre já estavam inseridos na Tabela Periódica.

Os elementos sintéticos começaram a ser produzidos. São instáveis. Antes disso, descobriram o tecnécio e o frâncio.

São elementos artificiais: netúnio, plutônio, cúrio, amerício, promécio, berquélio, califórnio, einstênio, férmio, mendelévio, nobélio, laurêncio, ruterfórdio, dúbnio, seabórgio, bório, hássio, meitnério, darmstádio, roentgênio, unúmbio.

ALQUIMIA

Os séculos III a.C. ao século XVI d.C. foi dominado pela Alquimia.

A palavra Alquimia vem do árabe e quer dizer AL-Khemy, A Química. Iniciou-se no século IIIa.C. na Alexandria, o centro de convergência da época e de recriação das tradições gregas-pitagóricas, platônicas estóica, egípcias e orientais.

Há três misturas de correntes na Alquimia: a filosofia grega, o misticismo oriental e a tecnologia egípcia.

Na metalurgia, obtiveram seu grande êxito que foi a produção de papiros e os aparelhos do laboratório. Porém, não obtiveram o seu principal objetivo que era a pedra filosofal e transformar metais em ouro.




A alquimia tinha um caráter místico que veio das ciências ocultas da Mesopotâmia, Pérsia, Caldéia, Egito e Síria. Tinha um ar de lenda e mistério.

Dois mil anos antes da nossa era atual, os babilônios e os egípcios procuravam sintetizar ouro e transformar metais em ouro. Nesta época, era realizada em sigilo porque era considerada uma ciência oculta.

Tinha forte influência com as ciências orientais e os alquimistas passaram a atribuir propriedades sobrenaturais às plantas, letras, pedras, figuras geométricas e os números que eram usados como amuleto, como o 3, o 4 e o 7.

A alquimia combinava química, física, astrologia, filosofia, arte, metalurgia, medicina, misticismo e religião.

Os alquimistas usavam fórmulas e recitações mágicas para invocar deuses e demônios favoráveis às operações químicas.




Muitos alquimistas, durante a Idade Média foram acusados de ter pacto com o demônio e por este motivo foram presos, excomungados e queimados vivos na fogueira pela Inquisição da Igreja Católica. Até hoje o uso do enxofre é associado ao demônio.

Muitos dos manuscritos dos alquimistas foram feitos de forma incompreensível para os que não a conheciam. Isto era feito porque os alquimistas queriam mais esconder do que revelar as suas descobertas.

Algumas de suas descobertas são usadas até hoje, como a fabricação de sabão, técnicas como a destilação e descoberta de novos metais e componentes.

As principais finalidades da Alquimia eram:

- transformar metais como mercúrio e chumbo em ouro ou prata;

- preparar o elixir da longa vida, uma panacéia que cura todos os males e desenvolva a juventude.

- conseguir transformar espiritual do alquimista de homem caído em criatura perfeita.

Para os chineses, o seu objetivo era atingir a imortalidade. Acreditavam que o ouro era imortal porque não reagia com quase nada. Fizeram elixires contendo arsênio, enxofre e mercúrio. Muitos imperadores morreram envenenados pensando estar tomando o elixir da longa vida.

Um dos alquimistas mais significativo foi o francês Nicolás Flamel. Não há confirmação, mas deve ter nascido no ano de 1330.




Flamel, provavelmente teve em suas mãos escritos alquímicos para copiar, mas nunca havia despertado interesse pela alquimia, até que um dia, segundo deixou escrito, quando estava profundamente adormecido, lhe apareceu um anjo que sustentava na mão um livro antigo. Flamel - disse o anjo - olhe bem este livro. Você não será capaz de entendê-lo; nem você nem ninguém. Mas chegará um dia em que você será capaz de ver algo que ninguém verá.

Com este sonho e a influência de alguns alquimistas que foi conhecendo ao passo do tempo, praticou e escreveu muitas obras a respeito de alquimia e principalmente relatos a respeitos de sua busca da Pedra Filosofal.

O alquimista morreu no dia 22 de março de 1418 e depois sua casa foi saqueada por caçadores de tesouro e gente que queria encontrar a pedra filosofal ou receitas para a sua preparação.

A lenda conta que Flamel e sua esposa não morreram porque na sua tumba foram encontradas apenas suas roupas ao invés dos corpos. Dizem que haviam visto os dois três séculos depois muito bem de saúde na Índia.

A alquimia envolvia muito mistério e segredos. Na época não era aceita como ciência, era visto como bruxaria.




A alquimia foi importante para o avanço da química como ciência porque até hoje é utilizado métodos de obtenção de alguns elementos e compostos.

A pedra filosofal nunca foi encontrada e nem sabemos como transformar metais em ouro.


Química Tradicional: A química no século XVII ao século XIX


Da metade do século XVII ao meio do século XIX, os cientistas já usavam métodos mais “modernos” de descobertas testando teorias com seus experimentos. Um das grandes controvérsias era o misério da combustão.

Dois químicos: Johann Joachim Becher e Georg Ernst Stahl propuseram a teoria do flogisto. Esta teoria dizia que uma "essência" (como dureza ou a cor amarela) deveria escapar durante o processo da combustão. Ninguém conseguiu provar a teoria do flogisto. O primeiro químico que provou que o oxigênio é essencial à combustão foi Joseph Priestly. O oxigênio e o hidrogênio foram descobertos durante este período.

Foi o químico francês Antoine Lavoisier quem formulou a teoria atualmente aceita sobre a combustão.




Esta era marcou um período onde os cientistas usaram o "método moderno" de testar teorias com experimentos. Isso originou uma nova era, conhecida como Química Moderna, à qual muitos se referem como Química atômica.

QUÍMICA MODERNA

Foi nesta época que a química se desenvoloveu como ciência. As ideias de Lavoisier deram aos químicos a primeira compreensão sólida sobre a natureza das reações químicas.

Lavoisier impulsionou novos trabalhos, como o de John Dalton sobre a teoria atômica.

O químico italiano Amadeo Avogadro formulou sua própria teoria (A Lei de Avogadro).




Por volta da metade do seculo XIX, já eram conhecidos cerca de 60 elementos.

Foi nesta época também que alguns químicos sentiram a necessidade de agrupar os elementos químicos de acordo com suas característica.

Newlands, Stanislao Cannizzaro e Chancourtois foram os primeiros a notar que todos os elementos era parecidos em estrutura. Mas foi Dmitri Mendeleiev quem classificou os elementos e agrupou-os numa tabela, que hoje é a conhecida Tabela Periódica.

O casal Curie e Henri Becquerel foram os descobridores da radioatividade em meados dos anos 1896. Foi um passo para o estudo das reações nucleares.




Em 1919, Ernest Rutherford descobriu que os elementos podem ser transmutados. O trabalho de Rutherford estipulou as bases para a interpretação da estrutura atômica. Pouco depois, outro químico, Niels Bohr, finalizou a teoria atômica.

Estes e outros avanços criaram muitos ramos distintos na química, que incluem a bioquímica, química nuclear, engenharia química e química orgânica.

Referência: SoQ

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Investidores estrangeiros querem produzir etanol na Bahia

Um projeto que visa a produção de etanol na Bahia pode reduzir a importação interna e impulsionar o desenvolvimento de municípios da região semiárida. Esta é a proposta de investidores internacionais, que se reuniram na manhã desta segunda-feira (25), no gabinete do secretário da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Reforma Agrária, Pesca e Aquicultura, Eduardo Salles, com o superintendente estadual do Banco do Nordeste, Jorge Bagdeve, a agente de desenvolvimento do banco, Yéda Brito e a gerente executiva do BNB, Daniela Graciane.

De acordo com os investidores, que preferem não divulgar seus nomes, o projeto terá grande impacto para a Bahia, pois serão produzidos 412 milhões de litros de etanol e 400 mil toneladas de açúcar, em 10 anos. O estado consome aproximadamente 600 milhões de litros e produz cerca de 100 milhões, tendo que importar o etanol de outros estados. Com a implantação do projeto, a Bahia se aproximará da autossuficiência, além de estar prevista a geração de 15 mil empregos diretos e indiretos, o projeto contempla investimento de 9 mil hectares para produção de alimento, com o envolvimento de agricultores familiares e assentados e haverá aplicação de recurso destinado a programas habitacionais, qualificação de mão de obra, saúde, dentre outros.

O superintendente estadual do BNB, Jorge Bagdeve Informou que o projeto tem características diferenciais que o torna atrativo para o banco e considerou importante o investimento em uma região carente, onde Barra está inserida. "O BNB tem uma linha de crédito específica e favorável para o que está sendo proposto, que é Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE)", destacou.

O secretário pontuou que a Bahia é um estado deficitário na produção do etanol e a cana irrigada tem grande potencial para a atividade. "Os entendimentos estão avançando para que o estado consiga consolidar a atração desse investimento para o município de Barra. O que nós queremos é a integração da lavoura com a agroindústria, gerar emprego e renda para a população, agregar valor ao produto e proporcionar condições de fixar o homem no campo", disse.

Os investidores ainda têm a seu favor, o decreto estadual nº 9.076 de 27 de abril de 2004, que institui o Programa para o Desenvolvimento do Pólo Sucro-alcooleiro do Médio São Francisco, com o objetivo de impulsionar o desenvolvimento de áreas potenciais para o agronegócio sucroalcooleiro, na região do médio São Francisco (Assessoria de Comunicaçã, 26/2/13)

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Desafio mostra benefícios do sorgo sacarino para a produção de etanol


Projeto pioneiro da CanaVialis e empresas parceiras mostra a capacidade comercial do sorgo sacarino
Na década de 1980, o sorgo sacarino foi introduzido no Brasil como uma alternativa para a produção de etanol durante a entressafra de cana-de-açúcar. A iniciativa foi promovida pelo Proálcool, programa desenvolvido pelo Governo Federal para incentivar o uso do álcool e de outras fontes energéticas como uma alternativa à gasolina, em um período de crise petrolífera mundial. No entanto, no início, a produção em larga escala dessa matéria-prima não teve sucesso, pois não havia híbridos adequados às peculiaridades regionais brasileiras. Hoje, trinta anos depois, o sorgo sacarino pode se tornar uma realidade comercial devido aos avanços tecnológicos obtidos no setor e ao esforço da CanaVialis, marca da Monsanto de melhoramento genético e tecnologias para cana-de-açúcar e sorgo sacarino.
Para demonstrar a importância dessa cultura para o setor sucroenergético, a CanaVialis lançou, no final de janeiro, o Desafio de Produtividade Sorgo Sacarino, um projeto pioneiro desenvolvido em quatro usinas paulistas e uma em Goiás contando com a parceria das empresas Case IH e Novozymes. O projeto, que vai até junho de 2013, demonstrará a capacidade de produção comercial desse tipo de sorgo, pois entre março e abril - meses em que a cana-de-açúcar ainda se encontra em estado de desenvolvimento vegetativo - essa cultura pode ser uma alternativa para a produção de etanol.
“O sorgo sacarino tem condições de produzir mais de 2.500 litros de etanol por hectare durante o período de entressafra da cana-de-açúcar. O desenvolvimento dessa cultura gerará uma melhoria na produtividade da cana-de-açúcar ao proporcionar a sua colheita em período mais favorável”, diz Vagner Kogikoski, gerente de Marketing da CanaVialis.
Para o desafio, foram instalados cinco campos experimentais, cada um deles com aproximadamente 20 hectares, nas cidades paulistas de Clementina, Catanduva, Igarapava, Piracicaba e em Quirinópolis, todas em Goiás. Os municípios foram escolhidos pela CanaVialis com base na necessidade de viabilização da matéria-prima durante o período de entressafra da cana-de-açúcar.
Durante o projeto, a CanaVialis fará o manejo agrícola e o acompanhamento técnico dedicado em todas as áreas selecionadas. Ao todo, participam da ação mais de 20 profissionais da Monsanto, divididos nas áreas de Marketing, Vendas, Desenvolvimento Tecnológico, Comunicação e Recursos Humanos. A parceira Case IH, líder no setor de máquinas agrícolas, fornecerá os equipamentos, além de prestar consultoria na produção das áreas comerciais. Já a Novozymes, líder mundial em bioinovação, será a responsável pelo fornecimento de enzimas e pela recomendação de uso às usinas que participam da ação.
O híbrido selecionado para o projeto Desafio de Produtividade Sorgo Sacarino é o CV568, lançado em 2012. Ele está disponível comercialmente para a safra 2012/2013 e seus principais diferenciais agronômicos são a amplitude de colheita e o alto potencial produtivo. “Atualmente, somos líderes do segmento, mas queremos ampliar ainda mais o uso do sorgo sacarino como alternativa viável à produção de etanol no país”, explica José Carramate, gerente de estratégia para EMEA, Ásia e África e ex-líder de negócios de Cana-de-Açúcar da Monsanto do Brasil.
Fonte: Monsanto em campo.

terça-feira, 30 de abril de 2013

O capim-vetiver (mudas)


Empresário A. Rodrigo Zaleski junto ao pesquisador Paul Truong em visita a fazenda Vetiver - Soluções Ambientais.

A VETIVER - Soluções Ambientais possui dois grandes viveiros de Capim Vetiver. Temos disponibilidade de fornecer mudas em grandes quantidades e enviamos para todo o Brasil. Nossas mudas são de ótima qualidade e podem ser preparadas e enviadas de diversas formas para melhor adaptar às necessidades de nossos clientes.
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O capim-vetiver
Vetiveria zizanioides (L.) Nash

O capim-vetiver (Vetiver) é bastante conhecido desde os mais remotos tempos da Antigüidade, cultivado há pelo menos 6.000 anos, foi largamente propagado ao redor do mundo pela importância na produção de óleo essencial aromático e por seus “poderes mágicos”. Atualmente é encontrado em quase toda região Pantropical do planeta.O Vetiver é uma planta herbácea e perene (pode vegetar durante séculos). A espécie é constituída por touceiras de arquitetura ereta, com folhas e hastes longas, delgadas e bastante resistentes e consistentes.A origem do Vetiver é ainda desconhecida, segundo alguns autores é proveniente das regiões pantanosas do subcontinente indiano (Vietnã, Sri Lanka & Sul da Índia). Atualmente é cultivado em mais de 100 países e sua popularidade vem crescendo rapidamente.

Classificação Sistemática

Reino: Plantae, Divisão: Magnoliophyta, Classe: Liliopsida, Ordem: Poales, Família: Poaceae (ant. Gramineae), Subfamília: Panicoideae, Tribo: Andropogoneae, Gênero: Vetiveria, Espécie: Vetiveria zizanioides (L.) Nash., Sinonímia: Chrysopogon zizanioides (L.) Roberty

Atributos morfológicos e fisiológicos

Espécie pioneira, o Vetiver apresenta características eco-fisiológicas únicas no mundo. A capacidade de estabilizar o solo e controlar a erosão, aliada a excepcional adaptação às mais diversas e inóspitas condições bioedafoclimáticas, o que a torna possível se desenvolver onde nenhuma outra planta sobreviveria. Extremamente rústica, o Vetiver é simultaneamente hidrófilo e xerófilo, além de resistir a extremos hídricos (300–3.000 mm/ano), também tolera extremos térmicos (-14ºC a +55ºC).A fixação biológica de nitrogênio atmosférico e do fósforo, através da associação de bactérias e fungos simbióticos das raízes, permite ao Vetiver vegetar em praticamente qualquer tipo de terreno, tolerando solos de baixa fertilidade, e com valores extremos de pH (3-10), salinidade e toxidez. A complexa rede de bainhas e folhas do Vetiver retém a translação de sedimentos, dos mais finos aos mais grosseiros, estabelecendo barreiras naturais, que reduzem a velocidade das enxurradas e aumentam a capacidade de infiltração d’água no solo, controlando a erosão até mesmo em grandes inclinações (150º).As raízes do Vetiver são extensas e profundas, crescem até 3 cm por dia e atingem de 2 a 3 metros de profundidade no primeiro ano de plantio, podendo alcançar até 6 metros de extensão. As raízes não entram em dormência, mesmo em baixas temperaturas do solo (15 Cº dia e 13 Cº noite), mesmo nestas condições foram registradas taxas de crescimento radicular de 1,26 mm/dia. O extenso alcance das raízes do Vetiver, em profundidade, lhe confere uma surpreendente capacidade de resistência à seca prolongada, e uma extraordinária capacidade de recuperação após sofrer estresses, como queimada, pastoreio intensivo, alagamentos, etc. A espécie já demonstrou uma enorme qualidade de resistência ao ataque de pragas e doenças, e ao acamamento por fortes ventos.A raíz do Vetiver apresenta um impressionante poder de penetração, de tamanho vigor, que pode inclusive transpor camadas com impedimentos rochosos. O sistema radicular agregante de solo, forma um grampeamento natural muito difícil de ser desalojado, como “pregos do solo”.


A excepcional capacidade na estabilização de solos pelas raízes do Vetiver advém da grande densidade relativa das suas raízes (6–10 kPa/Kg por m³ de solo), volume muito superior a cobertura realizada pelas raízes das árvores (3,2–3,7 kPa/Kg por m³ de solo).A resistência da raiz do Vetiver aumenta com a redução do diâmetro, ou seja, raízes novas já conferem a proteção do solo. As raízes do Vetiver apresentam força tensil que variam de 40–180 [Mpa]. As raízes com diâmetros de 0,2–2,2 mm têm uma força tensil média de 75 [Mpa], equivalente a 1/3 da força tensil do aço, só que as raízes de Vetiver jamais enferrujam... Caso o Vetiver venha a ser enterrado, pelo deslocamento e o acumulo de sedimentos, os seus nós emitem novas raízes, que nivelam a planta com a nova superfície do terreno.Os incríveis atributos e a versatilidade conferem o status ao Vetiver de “uma das espécies mais úteis e promissoras à humanidade deste século”.Em áreas perturbadas, onde os métodos convencionais de proteção ambiental, geralmente, consistem em soluções complexas e pouco práticas, de custo elevado, e de eficiência questionável, o “Sistema Vetiver”, técnica no qual se utiliza o capim-vetiver, oferece uma alternativa tecnológica simples, eficáz, segura, e de reduzidos custos. Em artigo científico publicado no “The Journal of the American Botanical Council”, é transcrito a importância mundial da “Sistema Vetiver”, informando que uma barreira de contenção de Vetiver pode custar cerca de US$ 30,00/hectare (+/- R$ 60,00), enquanto os custo com métodos convencionais podem ultrapassar US$ 500,00/hectare (+/- R$ 1.000,00). Encerra o artigo afirmando ser “os povos do terceiro mundo os que mais podem se beneficiar desta “dadiva da natureza”. Conhecido como “Capim Mágico” nas regiões áridas da Austrália, o Vetiver é largamente utilizado na estabilização de barreiras em obras rodoviárias na China, Malásia e Tailândia, além de “proteger” as lavouras de mais de 500.000 produtores rurais na Etiópia.

Riscos e impactos ambientais

O Vetiver é considerado uma das plantas mais seguras do mundo para utilização em fitorremediações. Fora de seu habitat natural o Vetiver não oferece qualquer risco de se transformar em erva invasora. Cultivado há séculos em várias partes do mundo, nunca houve qualquer registro de que qualquer planta tivesse “escapado” ás áreas de cultivo. O Vetiver nunca é agressivo, raramente produz sementes férteis, nunca produz rizomas, nem estolões, nem qualquer outra estrutura reprodutiva, só podendo ser multiplicado por subdivisões de touceiras ou cultura de tecidos in-vitro. Para a total eliminação do Vetiver basta arranca-lo e deixa-lo exposto ao tempo.Pesquisas realizadas com amostras de Vetiver provenientes de vários países indicam que, em sua grande maioria, o Vetiver distribuído ao redor do Planeta é geneticamente idêntico e, parecem descender de um mesmo genótipo, uma garantia de homogeneidade e estabilidade da planta.Há séculos vários povos da África e Ásia utilizam o Vetiver na demarcação territorial das propriedades, um registro da total imobilidade da planta e segurança da tecnologia. Milhares de hectares de terras cultivadas estão protegidos na Índia, China e África. O Sistema Vetiver têm mais de 200 anos de histórias na Índia, e compõe “terraços vegetais” na ilhas Fiji há mais de 50 anos. Neste período a planta nunca mostrou qualquer perigo de doença e praguejamento, nem como intermediário de moléstias. O Vetiver foi testado por 5 anos, sob a coordenação de pesquisadores do laboratório Engineering Research Laboratories (USACERL), que incorporou o Vetiver em vários projetos experimentais para avaliar a sua performance e eficácia como ferramenta biotecnológica na estabilização e preservação de solos com estruturas e texturas distintas. O relatório de avaliação concluiu que o Vetiver foi a espécie que apresentou as melhores resultados de fitorremediação.A Agência para o Desenvolvimento Internacional dos Estados Unidos (U.S. Agency For International Development - USAID); o Conselho de Pesquisa dos Estados Unidos (The National Research Council – NRC), e a Academia de Ciência Naturais (National Academy of Sciences) pesquisaram o Sistema Vetiver, sendo aprovada, por unanimidade, como tecnologia barata, eficaz e segura para o efetivo controle de erosão e conservação da água no solo”. Grimsbaw & Helfer, 1995, relataram que após 30 anos trabalhando com Vetiver em diversos países do mundo, nunca foi observado qualquer praga e/ou doença que possa atacá-la ou servir como hospedeiro.Uma análise de risco realizada pelos orgãos ambientais da Austrália e Nova Zelândia classificou o Vetiver como de baixo risco de se tornar uma espécie invasora com a pontuação -8, sendo que plantas com pontuação menor que 1 (um) podem ser importadas para estes países sem preocupações. PIER, (2007) apresenta uma lista de trabalhos técnicos que servem como embasamento científico de suporte a esta classificação. Dada suas excelentes características, no Brasil o Vetiver é indicado no pelo Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (DNIT) em sua “Norma 074/2006 – ES” para ser utilizado no tratamento ambiental de taludes e encostas. Da mesma forma a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) recomenda o uso do Vetiver como uma técnica de baixo custo para ser utilizado no controle de voçorocas em áreas rurais (Embrapa, 2006). A empresa VETIVER SYSTEMS LTDA (http://www.sistemavetiver.com.br/) vem realizando no Brasil uma série de trabalhos de controle de erosão e reforço de solo utilizando o Sistema Vetiver e os resultados têm demonstrado uma grande eficiência deste método natural.

REFERÊNCIAS

The Vetiver Network: Organização internacional sem fins lucrativos, que tem por objetivo promover conhecimentos e informações científicas sobre o Vetiver: na conservação de solo e água; reabilitação de áreas degradadas; estabilização de taludes e encostas; fitoremediação de áreas contaminados; e controle natural de poluentes. Apoiada e financiada pelo Governo Real Dinamarquês, além de importantes e renomados organismos internacionais como o Banco Mundial e a ONU. Atualmente atua em mais de 100 países do mundo, distribuídos pela Ásia, África, América Latina e Caribe, entre eles o Brasil. http://www.vetiver.org/

Extensa lista da pesquisas científicas e publicações selacionadas com o capim-vetiver.http://www.vetiver.org/TVN_refs.htm

Relatório do Banco Mundial descrevendo os usos do capim-vetiver na conservação dos solos e das águas. Eles concluem que o Sistema Vetiver (técnica na qual o capim-vetiver é utilizado) é uma forma eficiente e barata para resolver os problemas de erosão e melhorar a produtividade dos solos.http://www.vetiver.org/PUBLICATIONS/TVN_greenEng.pdf

Relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos sobre o capim-vetiver.http://www.vetiver.org/USA-USDA-NRCS_Sunshine.pdf

Relatório da Agência para o Desenvolvimento Internacional dos Estados Unidos (U.S. Agency For International Development - USAID); o Conselho de Pesquisa dos Estados Unidos (The National Research Council – NRC), e a Academia de Ciência Naturais (National Academy of Sciences) que pesquisaram o Sistema Vetiver, sendo aprovada, por unanimidade, como tecnologia barata, eficaz e segura para o efetivo controle de erosão e conservação da água. http://www.amazon.com/Vetiver-Grass-Green-Against-Erosion/dp/0309042690

Instituto florestal das ilhas do pacífico descrevendo as características do capim-vetiver.http://www.hear.org/pier/species/chrysopogon_zizanioides.htm

Análise de risco realizado pelos orgãos ambientais da Austrália e Nova Zelândia, adaptado para as ilhas Havaianas, mostrando que o capim-vetiver é uma espécie segura para ser importada para o Havaí, sem riscos de se tornar uma planta invasora.http://www.hear.org/pier/species/chrysopogon_zizanioides.htm

Norma do DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES - DNIT especificando serviço de controle de processos erosivos em margem de rodovias e recomendando o uso do capim-vetiver para reforço do solo e contenção de encostas.http://ipr.dnit.gov.br/normas/DNIT074_2006_ES.pdf

Artigo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - EMBRAPA descrevendo como recuperar áreas com voçorocas e recomendando barreiras de capim-vetiver.http://www.cnpab.embrapa.br/publicacoes/sistemasdeproducao/vocoroca/implantacao.htm#forma

VETIVER - Soluções Ambientais: http://www.vetiverambiental.com.br/

Texto adaptado de EMATER-MG, Caxambu.

Estrangeiros são a nova geração de usineiros

"Os estrangeiros é que tem crédito, que estão investindo na modernização das indústrias e na renovação dos canaviais"

Assista ao Vídeo desta reportagem clicando aqui!

Bandeiras estrangeiras, sobretudo americanas, francesas e inglesas, tremulam nos mastros das usinas de açúcar e álcool do Brasil, que iniciou esta semana na região de Ribeirão Preto, interior de São Paulo, a colheita da maior safra de cana-de-açúcar da História. Enfrentando uma crescente desnacionalização, o setor atingiu no ano passado uma marca impressionante: os estrangeiros foram responsáveis por 33% da produção brasileira de açúcar e álcool. Em 2010, a participação era de apenas 12%. Em 2006, quando o processo de internacionalização começou, a presença dos estrangeiros era de somente 3%. Nessa velocidade, a estimativa é que em breve o setor será totalmente dominado pelo capital externo, conforme levantamento da Datagro, empresa que presta consultoria à Organização Internacional do Açúcar.

Assim, este ano pelo menos um terço das 654 milhões de toneladas de cana que serão colhidas no país (11% a mais do que no ano passado) será para abastecer usinas de capital estrangeiro. Só a produção de açúcar será 13,6% maior este ano (43,5 milhões de toneladas). Os usineiros produzirão também 25,7 bilhões de litros de etanol, com um aumento de 9% sobre o ano passado. Um recorde total, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Os estrangeiros estão sendo atraídos pela alternativa mundial do álcool como combustível limpo e também pela crise dos usineiros brasileiros, pertencentes a tradicionais famílias, especialmente em 40 municípios no entorno de Ribeirão Preto, que produz 60% da produção nacional. Somente nos últimos quatro anos, 42 usinas de açúcar e álcool fecharam as portas. Muitas, no entanto, estão sendo compradas pelo capital internacional.

Um exemplo dessa expansão estrangeira no setor aconteceu nesta última sexta-feira em Ivinhema, no Mato Grosso do Sul, com a inauguração de uma grande destilaria de etanol pertencente à Adecoagro, do megainvestidor americano George Soros. Ele investiu US$ 900 milhões (ou aproximadamente R$ 1,8 bilhão) na filial brasileira da empresa, que tem sede na Argentina. Há dois anos, a anglo-holandesa Shell se associou ao empresário Rubens Ometto, e virou dona da metade das 24 usinas brasileiras pertencentes à Raízen, empresa resultante da fusão e que é segunda maior do setor, com 9,5% da produção nacional de açúcar e álcool. Até 2020, a Shell pode exercer o direito de comprar 100% do capital da empresa.

— Por enquanto, não pensamos em mudar nada na nossa parceria com a Shell. Estou muito feliz com o negócio do jeito que ele está — desconversou Rubens Ometto.

Além da Shell, os americanos da Bunge e da Cargill já são donos de dezenas de destilarias. Só a Bunge tem sete usinas. Os franceses da Louis Dreyfus Commodities (LDC) são proprietários de outras 11 usinas da Biosev, a terceira maior empresa do setor, com 7% de toda a produção. A primeira ainda é a brasileira Copersucar, que tem 34 usinas e 23% da produção brasileira. A indiana Renuka tem quatro usinas (duas no Paraná e duas em São Paulo), com capacidade para a moagem de 13 milhões de toneladas. O objetivo é exportar açúcar e etanol para a Índia, que começa este ano um programa de misturar 5% de álcool na gasolina.



Estrangeiros investiram US$ 22 bilhões na compra de usinas
A chinesa Noble, de Hong Kong, tem duas usinas no Brasil e os japoneses da Sojitz já detém 30% do capital da ETH Bioenergia, do grupo Odebrecht, que tem 9 usinas para processar 22 milhões de toneladas de cana. Os franceses da Tereos foram os primeiros a chegar ao mercado brasileiro, com a compra da Açúcar Guarani, que tem sete usinas no país. Hoje, a Tereos tem 50% do capital nas mãos da Petrobras e capacidade para processar 21,5 milhões de toneladas de cana. Assim como a poderosa Petrobras, outra petroleira, a British Petroleum (BP), comprou recentemente usinas em Goiás e Minas Gerais.

De acordo com levantamento da Datagro, os estrangeiros investiram US$ 22 bilhões (ou R$ 44 bilhões) na compra de usinas brasileiras de açúcar e álcool.

— O capital estrangeiro é bem vindo. Não fosse ele, certamente não teríamos aumento da produção este ano. Os estrangeiros é que tem crédito, que estão investindo na modernização das indústrias e na renovação dos canaviais — disse Antonio de Pádua Rodrigues, diretor da União da Indústria da Cana de Açúcar (Unica).

As empresas internacionais, contudo, não estão se tornando donas das terras. Até porque, a Advocacia Geral da União (AGU) fez um parecer limitando em 2010 em cinco mil hectares o volume de terras em mão de um estrangeiro. Com isso, as empresas estão comprando só as usinas. A terra em que plantam é arrendada dos produtores brasileiros ou adquirem toda a safra dos canavieiros nacionais.

Essa é uma das razões que leva o diretor da Unica a não ver risco dos estrangeiros dominarem o setor. Antonio de Pádua Rodrigues acha mais perigoso o que está acontecendo com a falta de investimentos da Petrobras no refino de gasolina, entre outras coisas.

— Será que as empresas estrangeiras continuarão interessadas no setor, depois de anos sem lucratividade? Eles tem mais fôlego financeiro do que os empresários nacionais e estão dispostos a ficar no mercado, de olho no futuro, mesmo não tendo lucro no presente — esclareceu Pádua, para quem, as recentes medidas anunciadas pela presidente Dilma Rousseff, da desoneração do PIS/Cofins e da redução da taxa de juros para financiamentos na modernização de equipamentos e renovação dos canaviais, podem ajudar a minimizar os problemas do setor, mas ainda são consideradas insuficientes para a expansão do segmento. O aumento da mistura de 25% de etanol na gasolina, que passa a vigorar neste 1º de maio, não é vista como incentivo para o setor, mas como benefício para a Petrobras, que passa a importar menos gasolina para abastecer o mercado interno.

O geógrafo Bernardo Mançano, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), contudo, vê riscos da expansão estrangeira à segurança nacional. Afinal, o setor emprega 4,5 milhões de pessoas e responde por 8% do PIB agrícola brasileiro.

— Ao permitir o avanço do capital estrangeiro num setor estratégico, o governo está abrindo mão de estabelecer sua política agrícola, de definir o uso do território para a sua soberania. Hoje quem define a política agrícola é a Organização Mundial do Comércio e o agronegócio. O que mais preocupa é que o capital estrangeiro avança no setor e dentro de dois ou três anos pode chegar a 66% do setor. E o pior, é que o BNDES está financiando muitos desses projetos —disse Mançano.

O auge da invasão estrangeira ocorreu depois da crise mundial de 2008/2009, que afetou intensamente os usineiros brasileiros. Segundo Plínio Nastari, presidente da Datagro, que deu consultoria a 70% dos estrangeiros que vieram para o Brasil a partir de 2005/2006, o capital internacional veio para o Brasil atraído pelo fato do país ser o maior produtor mundial de cana-de-açúcar, responsável pela exportação de 50% do açúcar mundial e de 43% da exportação mundial de etanol. Nos últimos oito anos, o volume do açúcar exportado pelo Brasil cresceu 48%, enquanto que o resto do mundo teve uma queda de 1%.

— Depois que os estrangeiros vieram para o Brasil, a exportação brasileira de etanol saltou de 1,7 bilhão para 5,1 bilhões de litros. Na safra do ano passado, caiu para 3,3 bilhões, mas este ano já deve subir novamente e deve chegar a 4,1 bilhões de litros. A demanda mundial por etanol está crescendo 13% ao ano e a do açúcar 2,3% ao ano.

A partir do momento em que os estrangeiros começaram a tomar o lugar dos usineiros tradicionais, a produção começou a subir. Em 2004, o Brasil processava apenas 358 milhões de toneladas de cana. Em 2006, com a entrada do capital externo, o país produzia 386,6 milhões de toneladas. No auge do ingresso do capital internacional, a produção de cana subiu para 602,6 milhões de toneladas em 2009 e para 620,5 milhões de toneladas em 2010.

Para este ano, a Conab estima uma produção de 653,8 milhões de toneladas, o dobro do que produzia antes da chegada dos estrangeiros. A produção de etanol, que era de 15,9 bilhões de litros em 2006, deve ser de 25,7 bilhões de litros. A de açúcar era de 25,8 milhões de toneladas e este ano deve ser de 43,5 milhões de toneladas.

Um dos primeiros empresários brasileiros a vender suas usinas para os estrangeiros foi Maurílio Biagi, de Ribeirão Preto, que faz parte do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), do governo Dilma Rousseff. Em 2006, ele vendeu a Cevasa (Central Energética Vale do Sapucaí), que esmaga anualmente 4 milhões de toneladas de cana, para a americana Cargill, uma das maiores empresas do setor alimentício do mundo. Biagi prevê que até 2016 a participação estrangeira no setor será de 50%.

— A maioria das aquisições de estrangeiros no setor ocorre porque o empresário brasileiro está quebrado, cheio de dívidas em bancos. Mas esse não foi o meu caso. Eu já tinha negócios com a Cargill na Síria e El Salvador e acompanhei o esforço dos americanos que queriam entrar no setor de açúcar e álcool de qualquer maneira. Eles quase compraram a Usina Corona. Então, resolvi vender minha usina por entender que era um ótimo negócio — disse Biagi.

A Usina São Francisco, de Sertãozinho, é uma das que resiste ao assédio estrangeiro. Segundo Jairo Balbo, diretor industrial, a empresa sobrevive por ter desenvolvido o projeto Native, que faz produtos orgânicos, além dos tradicionais, e por isso ele se recusa a vender o controle da empresa, que está com a família há 100 anos. Ele vê com bons olhos o capital estrangeiro, mas acha que a crise do setor só vai acabar quando o preço do produtor subir em R$ 0,40 por litro. Atualmente, um litro de etanol custa R$ 1,44 na usina, já com impostos, ou R$ 1,15 sem impostos (para o consumidor, o preço do litro custa em torno de R$ 2,00).

— A desoneração do PIS/Cofins em R$ 0,12 por litro, vai ajudar um pouco, mas o importante é que o governo abriu diálogo com o setor. Não acredito que a crise levará à desnacionalização. Os estrangeiros ainda precisam muito de nós. Tanto que eles estão comprando só a parte industrial. A parte agrícola ainda está na mão dos brasileiros. A tecnologia do setor também é nossa. Um bom exemplo da parceria com o capital estrangeiro é o que aconteceu com a Shell. Eles compraram as usinas, mas quem toca a produção são os brasileiros — disse Balbo.

Germano Oliveira

quarta-feira, 13 de março de 2013

Governo estuda reduzir imposto sobre etanol em até 83%


O governo federal estuda a redução de até 83% no PIS/Cofins incidente sobre o etanol hidratado, como forma de baixar o preço do combustível ao consumidor e, consequentemente, diminuir o impacto na inflação. A proposta negociada com o setor produtivo prevê o fim do recolhimento da contribuição nas distribuidoras, de R$ 72 por metro cúbico (mil litros), e a redução do valor pago em PIS/Cofins pelo produtor de R$ 48 para entre R$ 20 e R$ 25 por metro cúbico.

Se esses valores forem confirmados no anúncio previsto para ser feito até abril - a previsão inicial era 28 de fevereiro -, o PIS/Cofins total cairia de R$ 0,12 por litro para entre R$ 0,020 e R$ 0,025 na produção. Na proposta ainda em avaliação no governo, o valor do PIS/Cofins só não deve ser zerado porque empresas exportadoras do setor utilizam os créditos da contribuição obtidos com as vendas externas para outras operações fiscais.

"O problema está resolvido. Só falta a data do anúncio e a definição do valor total", disse àAgência Estado Luiz Custódio Cotta Martins, coordenador do Fórum Nacional Sucroenergético e porta-voz dos produtores nas negociações. No entanto, o executivo não se anima com a medida e volta a defender a pauta do setor produtivo para ampliar a competitividade do etanol por meio de reajustes da gasolina.

"Essa desoneração do PIS/Cofins melhora, mas não resolverá o problema do setor. O governo tem consciência de que o etanol terá melhor competitividade se a gasolina acompanhar os preços internacionais e se a Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) voltar a ser cobrada", disse Martins. "Mas isso dificilmente acontecerá no curto prazo, justamente por causa da inflação", ponderou.

Além do PIS/Cofins sobre o etanol, o setor sucroalcooleiro será beneficiado também pela desoneração do açúcar, que integra a cesta básica. A desoneração da cesta básica deve ser anunciada no dia 1º de maio, Dia do Trabalho. "Outra medida esperada é a desoneração da folha de pagamento para o setor", disse o coordenador do Fórum Nacional Sucroenergético.

Para o consultor do setor de etanol e açúcar e presidente da Associação Brasileira do Agronegócio, Luiz Carlos Corrêa Carvalho, a desoneração do etanol é uma medida macroeconômica e visa claramente combater a inflação. "Essa medida faz parte da política pública do governo de trabalhar a desoneração geral, o que é positivo", avaliou Carvalho.

No entanto, a desoneração do PIS/Cofins para o etanol hidratado não deve incentivar o anúncio de novas usinas. Desde 2008, com a crise mundial de liquidez, os novos projetos foram engavetados e todo o crescimento de produção de etanol ocorre de investimentos no aumento da capacidade produtiva das unidades existentes e ainda da viabilização de plantas industriais anunciadas até 2007.

GUSTAVO PORTO
Fonte: Nova Cana.com

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

XIQUE-XIQUE: BAHIA LICENCIA PROJETO DE ENERGIA SOLAR



Depois da energia dos ventos, agora é a energia solar que começa a se desenvolver na Bahia. Em janeiro de 2012, o Diário Oficial do Estado publicou a licença do projeto do grupo Enel Green Power, em Xique-Xique, no semi-árido baiano, com capacidade de produzir 5 MW de energia através de painéis fotovoltaicos (solares). Comparativamente, no Ceará a usina MPX, já em operação, produz apenas 1 MW.
A Enel já possui investimentos em energia eólica na Bahia, onde está implantando cinco parques de energia movida pelo vento com potência instalada de 146,4 MW, nos municípios de Igaporã e Morro do Chapéu.

Com a licença ambiental, agora o projeto aguarda do Governo Federal a realização de leilão para energia solar. “O governo da Bahia atua junto à esfera federal para que esta fonte possa ser introduzida na matriz elétrica brasileira. O projeto de Xique-Xique junta-se à usina do Estádio Governador Roberto Santos (Pituaçu), que está em construção e será o primeiro estádio solar do país”, diz James Correia, secretário da Indústria, Comércio e Mineração (SICM).

Segundo dados da SICM, outras empresas de energia solar prospectam na Bahia e apontam para mais de 1 GW de projetos em análise no Estado. “O potencial solar baiano é um dos maiores do Brasil e, assim como a energia eólica, podem trazer importantes ganhos para o estado devido às regiões de maior incidência solar se encontrar em zonas que precisam de investimentos e oportunidades”, explica Rafael Valverde, Secretário Executivo da Câmara de Energia da SICM. (GENTE&MERCADO)

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Polímeros - Entenda um pouco mais sobre estes compostos químicos

A moda dos sapatos de plástico.
Os polímeros são compostos por macromoléculas (com grande tamanho e/ou massa molecular) constituídas pelas n repetições de moléculas menores: os monômeros.
Assim, podem ser classificados de acordo com esse número de repetições:
a) Dímero – quando há dois monômeros em cadeia (1 repetição).



b) Trímero – quando há três monômeros em cadeia (2 repetições).

c) Polímero – quando há n repetições de monômeros na cadeia.

 

Polimerização

Os polímeros são formados através de sucessivas reações entre os monômeros correspondentes (não necessariamente da mesma espécie química  – copolímeros), ou através da policondensação (reação entre dois monômeros diferentes cujos produtos são o polímero desejado e outro composto – água ou amônia, em geral).
Um exemplo de reação de condensação é a da formação da baquelite:

Durante a síntese da baquelita, moléculas de água (indesejáveis ao processo) também são produzidas.
Para a produção de polímeros de vinilas (como o PVC), o método de polimerização mais utilizado é através de emulsificação em água: em um tanque com água (até mesmo na temperatura ambiente) são adicionados os monômeros do polímero a ser formado, e um surfactante (sabão ou detergente – para dissolver os monômeros, pois são hidrofóbicos).
O surfactante forma miscelas (que solubilizam os monômeros) na fase aquosa e, com a adição de algum iniciador de radicais livres (como o peróxido de benzoíla) que também migra para essas miscelas, a polimerização é iniciada.


 

 

Utilização

Os polímeros estão presentes na vida de qualquer pessoa por serem de grande utilidade (doméstica ou industrial). Assim, pode-se apontar algumas das suas variadas aplicações:
  • Produção de plásticos (poliestireno, PVC, Teflon);
  • Produção de fibras sintéticas (Nylon, Poliéster, Dacron);
  • Restauração de pneus;
  • Isolantes elétricos (borrachas);
  • Termoplásticos (fabricação de CD’s, garrafas PET, brinquedos, peças de automóveis);
Um dos grandes problemas dos polímeros é a dificuldade reciclagem porque nem todos podem ser decompostos (através de uma nova fusão) ou depolimerizados de forma direta. Além de que a reciclagem pode se tornar várias vezes mais caras do que uma nova produção, assim, deve ser de consciência geral o consumo responsável desses compostos.
Leia mais:
Fontes:
http://educar.sc.usp.br/licenciatura/2003/quimica/paginahtml/polimeros7.htm
http://www.qmc.ufsc.br/qmcweb/artigos/polimeros.html
http://www.portalbrasil.net/reportagem_polimero.htm
http://www.algosobre.com.br/quimica/polimeros.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Polímero

Polímeros Sintéticos


 
Polímeros (do grego: “poli”, muitas; “meros”, partes) são macromoléculas formadas pela repetição de uma unidade molecular pequena denominada monômero. A reação que produz um polímero é denominada reação de polimerização, em que a molécula inicial (monômero) se une, sucessivamente a outras, dando origem ao dímero, trímero, tetrâmero e, finalmente, polímero. Os polímeros sintéticos, ou seja, produzidos de forma artificial, começaram a ser desenvolvidos no fim do século XIX e podem ser classificados basicamente em polímeros de adição e polímeros de condensação. Os de adição são mais simples, em que a macromolécula é a “soma” de monômeros, todos iguais entre si; já os de condensação são obtidos geralmente através da reação de dois monômeros, em que há a eliminação de uma substância mais simples como, por exemplo, a água (H2O).
No nosso cotidiano, é constante a presença de polímeros sintéticos. Veja alguns exemplos:

Plásticos

A ideia de polímeros sintéticos está intimamente relacionada à ideia de plásticos. No nosso dia a dia eles são encontrados em forma rígida, nas garrafas, jarros, brinquedos, peças de automóveis e eletrodomésticos; em forma flexível, nas folhas de embalagens, cortinas, recipientes variados; em forma de fios, nas cordas, fitas, e capas de fios; e na forma de espuma expandida, como o isopor, material amplamente utilizado como isolante térmico e como anti-impacto em embalagens.

Elastômeros

O grupo dos elastômeros inclui as borrachas naturais e sintéticas. A borracha natural é um polímero do isopreno (2-metil-buta-1,3dieno) e é encontrada na seiva de diversos vegetais. O látex da seringueira, por exemplo, é uma emulsão contendo por volta de 35% de poli-isopreno. A borracha natural é um material muito mole que se altera com o tempo. Isso ocorre porque o oxigênio do ar vai, aos poucos, quebrando as ligações duplas da cadeia carbônica numa reação de oxidação.
A borracha sintética é feita através da polimerização do isopreno e outros monômeros, sua principal aplicação é a fabricação de pneus.

Silicones

O silicone é um polímero de estrutura linear, cuja cadeia é formada por átomos de silício e oxigênio alternados e radicais orgânicos ligados ao silício.
Dependendo dos grupos orgânicos presentes e do menor ou maior tamanho das moléculas, o silicone pode variar de líquido extremamente fluido, para graxa viscosa e, por fim, para um sólido semelhante à borracha. Por isso, é largamente utilizado em fluidos dielétricos e hidráulicos, antiespumantes, desmoldantes usados em indústrias têxtil, de cosméticos e farmacêutica; graxas, utilizadas como lubrificante; resinas, que conferem resistência ao tempo e à corrosão; plásticos, para equipamentos e implantes cirúrgicos, entre outros.


Tecidos

O início da era dos tecidos sintéticos foi marcado pela descoberta do nylon pelo químico estadunidense Wallace Hume Carothers. As meias femininas, que antes eram feitas de seda natural, foram substituídas por meias de nylon, que são mais resistentes e de mais baixo custo.
Na Segunda Guerra Mundial, o nylon foi empregado nos campos de batalha, sob a forma de paraquedas, tendas, macas e outros. No período pós-guerra, a substância voltou a ser aplicada à produção de meias, confecções, linhas de pesca, cerdas de escovas, suturas cirúrgicas, etc.



Referências:
http://qnesc.sbq.org.br/online/cadernos/02/polimer.pdf
http://pt.wikipedia.org/wiki/Polímero

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